Sistema Endócrino

O sistema endócrino é constituído por um grupo de órgãos (algumas vezes referidos como glândulas de secreção interna) cuja função principal é produzir e secretar hormônios diretamente no interior da corrente sangüínea. Os hormônios atuam como mensageiros para coordenar atividades de várias partes do corpo.

Hormônios

Os hormônios são substâncias liberadas na corrente sangüínea por uma glândula ou órgão e que afetam a atividade de células de um outro local. Em sua maioria, os hormônios são proteínas compostas de cadeias de aminoácidos de comprimento variável. Outros são esteróides, substâncias gordurosas derivadas do colesterol. Quantidades muito pequenas de hormônios podem desencadear respostas muito grandes no organismo. Os hormônios ligam-se aos receptores localizados sobre a superfície da célula ou no seu interior. A ligação de um hormônio a um receptor acelera, reduz ou altera a função celular de uma outra maneira. Em última instância, os hormônios controlam a função de órgãos inteiros. Eles controlam o crescimento e o desenvolvimento, a reprodução e as características sexuais.

Eles influenciam a maneira como o organismo utiliza e armazena a energia. Além disso, os hormônios controlam o volume de líquido e as concentrações de sal e de açúcar no sangue. Alguns hormônios afetam somente um ou dois órgãos, enquanto outros afetam todo o organismo. Por exemplo, o hormônio estimulante da tireóide é produzido na hipófise e afeta apenas a tireóide. Em contraste, o hormônio tireoidiano é produzido na tireóide, mas afeta células de todo o organismo. A insulina, produzida pelas células das ilhotas pancreáticas, afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo o organismo.

Controles Endócrinos

Quando as glândulas endócrinas funcionam mal, as concentrações séricas dos hormônios podem tornar-se anormalmente altas ou baixas, alterando as funções orgânicas. Para controlar as funções endócrinas, a secreção de cada hormônio deve ser regulada dentro de limites precisos.

O organismo precisa detectar a cada momento a necessidade de uma maior ou menor quantidade de um determinado hormônio. O hipotálamo e a hipófise secretam seus hormônios quando detectam que a concentração sérica de um outro hormônio por eles controlado encontra-se muito alta ou muito baixa.

Os hormônios hipofisários então circulam na corrente sangüínea para estimular a atividade de suas glândulas alvo. Quando a concentração sérica do hormônio alvo é a adequada, o hipotálamo e a hipófise deixam de produzir hormônios, uma vez que eles detectam que não há mais necessidade de estimulação. Este sistema de retroalimentação regula todas as glândulas que se encontram sob controle hipofisário.

Glândulas Endócrinas

São componentes do sistema endócrino as Glândulas: Hipotálamo, Hipófise ou Ptuitária, Tireóide, Paratireóide, Supra-Renais ou Adrenais, Pâncreas, Ovários e Testículos.

Hipotálamo

O hipotálamo é uma estrutura que se localiza abaixo do tálamo, na região do diencéfalo, juntamente com o epitálamo e o tálamo. O hipotálamo possui vias de ligação com todos os níveis do sistema límbico. Liga-se ao Sistema Nervoso e ao Sistema Endócrino, controlando a maioria das funções vegetativas, endócrinas, comportamentais e emocionais do corpo.

Representa cerca de 1% da massa total do encéfalo, ou seja, é um órgão muito pequeno, mas de importância indiscutível. Está relacionado com a regulação da temperatura corpórea, apetite, atividade gastrintestinal, regulação hídrica, atividade sexual e emoções.

O hipotálamo está intimamente relacionado com a hipófise no comando das atividades. Ele controla a secreção hipofisária, produz ocitocina e hormônio antidiurético, que são armazenados pela hipófise.

  • I) Regulação cardiovascular: responsável pela modificação da pressão arterial e da freqüência cardíaca. Esses estímulos são conduzidos para a formação reticular da ponte e bulbo;
  • II) Regulação da temperatura: o sangue que passa no hipotálamo determina a temperatura corporal e faz com que o hipotálamo tente regular a temperatura;
  • III) Regulação da hídrica: controla de duas formas, estimulando a sede no indivíduo ou retendo a água na urina. Quando os eletrólitos do hipotálamo se tornam mais concentrados essa área é estimulada;
  • IV) Contração do útero e ejeção do leite: relaciona-se com a produção de ocitocina.
  • V) Regulação gastrointestinal: o hipotálamo possui uma área que é o centro da fome e está relacionada com a ingestão de alimentos e saciedade da fome;

  • VI) Controle sobre a hipófise: o hipotálamo secreta hormônio que atuam como liberadores dos hormônios da hipófise anterior.

Hipófise

A hipófise é dividida em dois lados: o anterior (adenohipófise) e o posterior (neurohipófise).

Hipófise posterior (neurohipófise)

O lado posterior é conectado à parte do cérebro chamada de hipotálamo através do infundíbulo. Os hormônios são feitos nos corpos celulares dos nervos posicionados no hipotálamo, e estes hormônios são então transportados pelos axônios das células nervosas em direção à hipófise posterior.

Os hormônios secretados pela hipófise posterior são

  • Oxitocina que vem do núcleo paraventricular do hipotálamo
  • Hormônio antidiurético (ADH – também conhecido como vasopressina e AVP, arginina vasopressina), que vem do núcleo supraóptico do hipotálamo

Hipófise anterior (Adenohipófise)

O lobo anterior é derivado do ectoderma oral e é composto de epitélio glandular. Através da conexão vascular da hipófise anterior com o hipotálamo, o hipotálamo integra sinais estimulatórios e inibitórios centrais e periféricos para os cinco tipos fenotipicamente distintos de células da hipófise.

Os hormônios da hipófise anterior, e os hormônios hipotalâmicos que modulam (são inibidores ou liberadores) a sua secreção estão listados abaixo, junto com seus tipos celulares associados.

Hormônio da hipófise anterior Hormônio hipotalâmico Corantes (tipo) Tipo de célula
hormônio do crescimento secreção causada pelo GHRH (hormônio liberador de hormônio  do crescimento) acidófilo somatotropo
prolactina secreção INIBIDA pela DA (dopamina, “prolactin inhibiting factor”/PIF) acidófilo lactotropo
hormônio folículo-estimulante secreção causada pelo GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina) basófilo gonadotropo
hormônio luteinizante secreção causada pelo GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina) basófilo gonadotropo
hormônio estimulante da tireóide secreção causada pelo TRH (hormônio liberador de tireotrofina) basófilo tireotropo
hormônio adrenocorticotrófico secreção causada pelo CRH (hormônio liberador de corticotrofina) basófilo corticotropo
endorfinas - - -

Os hormônios hipotalâmicos viajam até o lobo anterior por um sistema especial de capilares, chamados de vasos portais hipotalâmico-hipofisários.

Também existe uma interação entre os hormônios do hipotálamo, por exemplo, o TRH induz a secreção de prolactina.

Funções

Os hormônios tróficos ou trópicos atuam sobre outras glândulas endócrinas regulando suas secreções. O sistema nervoso central manifesta seu controle sobre a hipófise através do hipotálamo via ligações nervosas ou substâncias parecidas com hormônios conhecidas como fatores de liberação.

Os hormônios tróficos são classificados em:

  • Tireotrópicos: atuam sobre a tireóide.
  • Adrenocorticotrópicos: atuam sobre o córtex da glândula adrenal (supra-renal).
  • Gonadotróficos: atuam sobre as gônadas masculinas e femininas.
  • Somatotróficos: atuam no crescimento, promovendo o alongamento dos ossos e estimulando a síntese de proteínas e o desenvolvimento da massa muscular. Também eleva o consumo de gorduras e inibe a síntese de insulina do pâncreas, aumentando a concentração de glicose no sangue.

Adeno-hipófise

  • Somatotrofina (hormônio do crescimento): atua sobre as cartilagens de crescimento dos ossos; controla parte do metabolismo de gorduras, proteínas e carboidratos.
  • Adrenocorticotrópico (ACTH): estimula a secreção dos hormônios córticosupra-renais.
  • Hormônio folículo-estimulante (FSH): estimula a formação do folículo de Graaf do ovário, dos túbulos seminíferos do testículo e também estimula a espermatogênese.
  • Hormônio luteinizante (LH): regula a produção e liberação de estrogênio, progesterona e de testosterona.
  • Prolactina: estabiliza a secreção do estrogênio e progesterona e estimula a secreção de leite.
  • Tirotrofina: estimula as tiróides e a formação de tiroxina.
  • Mamotroficas: prolactina

Porção intermédia

  • Estimuladora de melanócitos (MSH): regula a distribuição dos pigmentos.

Neuro-hipófise

  • Ocitocina: atua no útero favorecendo as contrações no momento do parto, e em nível mamário facilita a secreção do leite.
  • Vasopressina (ADH): regula a contração dos vasos sangüíneos, regulando a pressão e ação antidiurética sobre os túbulos dos rins.

Tireóide

A tireóide produz a tiroxina, hormônio que controla a velocidade de metabolismo do corpo. Se ocorrer hipertireoidismo, isto é, funcionamento exagerado da tireóide, todo o metabolismo fica acelerado: o coração bate mais rapidamente, a temperatura do corpo fica mais alta que o normal; a pessoa emagrece porque gasta mais energia. Esse quadro favorece o desenvolvimento de doenças cardíacas e vasculares, pois o sangue passa a circular com maior pressão. Pode ocorrer o bócio, ou seja, um “papo” causado pelo crescimento exagerado da tireóide. Também pode aparecer a exoftalmia, isto é, os olhos ficam “saltados”.

Se a tireóide trabalha menos ou produz menor quantidade de tiroxina que o normal, ocorre o hipotireoidismo, e o organismo também se altera: o metabolismo se torna mais lento, algumas regiões do corpo ficam inchadas, o coração bate mais vagarosamente, o sangue circula mais lentamente, a pessoa gasta menos energia, tornando-se mais propensa à obesidade, as respostas físicas e mentais tornam-se mais lentas.

Paratireóide

As glândulas paratiróides ou glândulas paratireóides são dois pares de glândulas endócrinas que se situam atrás ou embebidas na glândula tiróide. Elas produzem paratormona/paratormônio (PTH), a hormona principal da regulação da concentração de cálcio no sangue. Em casos raros as glândulas paratireóides estão localizados dentro da glândula tireóide. Mais freqüentemente existem quatro glândulas paratireóides, mas algumas pessoas tem seis ou até mesmo oito.

Supra-Renal ou Adrenal

As supra-renais, também conhecidas com adrenais, são duas glândulas, que como diz o nome, localizam-se em cima dos rins.

As adrenais exercem importantes funções no organismo através da produção dos seus hormônios.

Os principais são:

- Cortisol: É o chamado hormônio do estresse ( estresse físico, que ocorre em cirurgias, infecções, traumas etc..). Uma das suas principais ações é garantir glicose (açúcar = energia) para as células, seja antagonizando a insulina ou estimulando a transformação de gorduras e proteínas em glicose. Também age modulando nosso sistema imune (sistema de defesa contra infecções). É o hormônio que prepara nosso corpo para lutar contra estresses.

- Adrogênios e estrogênios : São respectivamente os hormônios masculinos e femininos.

- Aldosterona: Age no rim controlando os níveis de sódio e potássio na urina e no sangue. É um dos principais hormônios no controle da pressão arterial.

- Adrenalina: É mais um hormônio do estresse. É chamado o hormônio de fuga ou luta (flight or fight em inglês). Quando liberado promove aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial, do aporte de sangue para os músculos, aumenta a glicose disponível para as células e dilata as pupilas. Se o cortisol prepara o corpo para aguentar o estresse, a adrenalina promove os meios para o corpo atacar ou fugir do mesmo.

Bom, sabendo para que serve a supra-renal e o que seus hormônios promovem, fica fácil entender alguns sintomas da insuficiência adrenal.

  • Hipotensão e choque circulatório;
  • Distúrbios do potássio e do sódio;
  • Hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue);
  • Alterações dos hormônios sexuais;
  • Astenia crônica;
  • Anorexia (perda de apetite).

Pâncreas

O pâncreas é uma glândula do sistema digestivo e endócrino (dos animais vertebrados). Ele é tanto exócrino (secretando suco pancreático que contém enzimas digestivas) quanto endócrino (produzindo muitos hormônios importantes, como a insulina, glucagon e somatostatina).

O pâncreas endócrino é composto de aglomerações de células especiais denominadas ilhotas de Langerhans. O “cansaço” crónico destas células leva ao aparecimento da diabetes no pâncreas.

Existem quatro tipos de células nas ilhotas de Langerhans. Elas são relativamentes difíceis de se distinguir ao usar técnicas normais para corar o tecido, mas elas podem ser classificadas de acordo com sua secreção:

Nome das células Produto % das células da ilhota Função
células beta Insulina e Amilina 50-80% reduz a taxa de açúcar no sangue
células alfa Glucagon 15-20% aumenta a taxa de açúcar no sangue
células delta Somatostatina 3-10% inibe o pâncreas endócrino
células PP Polipeptídeo pancreático 1% inibe o pâncreas exócrino

Ovários e Testíulos

A reprodução humana normal envolve a interação entre vários hormônios e órgãos, a qual é controlada pelo hipotálamo, uma área do cérebro. Tanto nas mulheres como nos homens, o hipotálamo secreta hormônios, denominados fatores de liberação, que chegam à hipófise, uma glândula do tamanho de uma ervilha localizada logo abaixo do hipotálamo. Esses hormônios estimulam a hipófise a liberar outros hormônios.

Por exemplo, o hormônio liberador de gonadotropina (um fator de liberação secretado pelo hipotálamo) estimula a hipófise a secretar o hormônio luteinizante e o hormônio folículo-estimulante. Estes hormônios estimulam a maturação das glândulas reprodutivas e a liberação de hormônios sexuais. Nas mulheres, os ovários liberam estrogênios, e, nos homens, os testículos liberam androgênios (p.ex., testosterona).

Os hormônios sexuais também são produzidos pelas glândulas adrenais, localizadas sobre os rins. Os padrões de secreção e as conseqüentes concentrações séricas dos hormônios sexuais determinam a estimulação ou a inibição da liberação do hormônio luteinizante e do hormônio folículoestimulante pela hipófise.

Por exemplo, uma diminuição das concentrações dos hormônios sexuais estimula a hipófise a liberar maiores quantidades de ambos os hormônios, um mecanismo de controle de retroalimentação negativa. Praticamente todos os hormônios são liberados em episódios breves (pulsos) a cada1 a 3 horas. Conseqüentemente, as concentrações hormonais no sangue oscilam.


Puberdade

Ao nascimento, as concentrações dos hormônios luteinizante e folículo-estimulante são altas, mas elas diminuem em poucos meses e mantêm-se baixas até a puberdade. No início da puberdade, a concentração desses hormônios aumenta, estimulando a produção dos hormônios sexuais. Nas adolescentes, o aumento da concentração desses hormônios estimula a maturação das mamas, dos ovários, do útero, e da vagina, o início da menstruação e o desenvolvimento das características sexuais secundárias (p.ex., pêlos pubianos e axilares).

Nos adolescentes, os testículos, a próstata, as vesículas seminais e o pênis amadurecem e ocorre crescimento dos pêlos faciais, pubianos e axilares. Normalmente, essas mudanças ocorrem em seqüência durante a puberdade, resultando na maturidade sexual. Nas adolescentes, a primeira alteração da puberdade é comumente o aumento das mamas (elas começam a se desenvolver), seguido de imediato pelo crescimento dos pêlos pubianos e axilares.

O intervalo entre o aumento das mamas e a primeira menstruação geralmente é de aproximadamente 2 anos. A forma do corpo da adolescente muda e a porcentagem de gordura corpórea aumenta. O estirão de crescimento que acompanha a puberdade geralmente inicia antes mesmo do desenvolvimento das mamas. O crescimento é relativamente mais rápido no início da puberdade, antes do início da menstruação. A seguir, o crescimento reduz consideravelmente; cessando geralmente entre os 14 e 16 anos.

Em contraste, os adolescentes crescem mais rapidamente entre os 13 e 17 anos, e podem continuar a crescer até um pouco depois dos 20 anos. A idade do início da puberdade parece ser influenciada pela estado geral de saúde e de nutrição da criança, bem como por fatores sócio-econômicos e hereditários. Na Europa Ocidental, a idade média na qual a menina apresenta a primeira menstruação reduziu 4 meses por década entre 1850 e 1950, mas deixou de diminuir nas últimas quatro décadas.

As meninas com obesidade moderada tendem a menstruar mais cedo e aquelas com peso muito abaixo da média e desnutridas tendem a menstruar mais tarde. A menstruação também começa mais precocemente entre as meninas que vivem em áreas urbanas e aquelas cujas mães começaram a menstruar mais cedo.


Ciclo Menstrual

A menstruação, o descolamento do endométrio (revestimento do útero) acompanhado por sangramento, ocorre em ciclos aproximadamente mensais, exceto quando a mulher está grávida. Ele marca os anos reprodutivos da vida da mulher, o qual estende-se da menarca (primeira menstruação) que ocorre na puberdade até a menopausa (cessação da menstruação).

Por definição, o primeiro dia de sangramento é considerado o início de cada ciclo menstrual (dia 1), o qual termina um pouco antes do menstruação seguinte. Os ciclos menstruais variam entre 21 a 40 dias. Apenas 10 a 15% dos ciclos são de exatamente 28 dias. Os intervalos entre os períodos são geralmente mais longos nos anos imediatamente posteriores à menarca e anteriores à menopausa. O ciclo menstrual pode ser dividido em três fases: folicular, ovulatória e lútea.

A fase folicular, a qual varia em duração, estende- se desde o primeiro dia de sangramento até imediatamente antes da rápida elevação da concentração do hormônio luteinizante, a qual acarreta a ovulação (liberação do óvulo). Esta fase foi assim denominada porque os folículos de ovários ovários encontram-se em processo de desenvolvimento. Durante a primeira metade da fase, a hipófise aumenta discretamente a secreção de hormônio folículo-estimulante, estimulando o crescimento de 3 a 30 folículos, cada um contendo um óvulo. Apenas um desses folículos continua a crescer.

Os outros folículos estimulados degeneram. A fase folicular torna-se mais curta no final dos anos reprodutivos, próximo à menopausa. Na menstruação, parte do endométrio desprende- se em resposta a uma redução das concentrações de estrogênio e progesterona. O endométrio é constituído por 3 camadas. A camada superior (superficial) e a maior parte da camada média (intermediária) desprendem. A camada inferior (basal) permanece e produz novas células para reconstruir as outras duas camadas. O sangramento menstrual dura 3 a 7 dias, com uma média de 5 dias.

A perda sangüínea varia de 14 a 280 gramas, com uma média de 128 gramas. Dependendo do tipo, um absorvente íntimo ou um tampão pode absorver até 29 gramas. Geralmente, o sangue menstrual não coagula, exceto quando o sangramento é muito intenso. A fase ovulatória, durante a qual o óvulo é liberado, começa com uma rápida elevação da concentração do hormônio luteinizante. Em geral o óvulo é liberado 16 a 32 horas após o início da elevação da concentração do hormônio luteinizante.

O único folículo que está crescendo protrui na superfície do ovário, rompe e libera o óvulo. Em torno do momento da ovulação, algumas mulheres sentem uma dor surda em um dos lados da região abdominal inferior, denominada mittelschmerz (dor do meio), a qual pode durar alguns minutos ou algumas horas. Embora a dor seja sentida no mesmo lado do ovário que liberou o óvulo, a sua causa exata é desconhecida. A dor pode preceder ou suceder a ruptura do folículo e pode não ocorrer em todos os ciclos. A liberação do óvulo não alterna entre os dois ovários e parece ser aleatória.

Quantos Óvulos?
Uma recém-nascida nasce com óvulos (oócitos) já presentes em seus ovários. Quando o feto está com 20 a 24 semanas de idade, os seus ovários contêm entre 7 e 20 milhões de ovos, que se incorporam aos folículos (cavidades cheias de líquido, cada uma contendo um óvulo alojado em sua parede). Enquanto os folículos se formam, a maioria dos óvulos atrofia gradualmente e permanecem aproximadamente 2 milhões deles no momento do nascimento. Após o nascimento, não há formação de óvulos novos. No início da menstruação, existem aproximadamente 400.000 óvulos, uma quantidade mais que suficiene para todo o período de vida fértil. Apenas aproximadamente 400 óvulos são liberados durante a vida reprodutiva de uma mulher, geralmente um em cada ciclo menstrual. Até ser liberado, o óvulo permanece inativo em seu folículo e suspenso em meio a uma divisão celular, o que o torna uma das células de vida mais longa do organismo. Como o ovo inativo não pode realizar os processos usuais de reparação celular, a possibilidade de lesão aumenta à medida que a mulher envelhece. Conseqüentemente, uma anomalia cromossômica ou genética é mais provável quando a mulher engravida numa idade avançada.

Quando um ovário é removido, o ovário remanescente libera um óvulo por mês. A fase lútea ocorre após a ovulação. Esta fase dura aproximadamente 14 dias, exceto quando ocorre a fertilização, e termina imediatamente antes da menstruação. Na fase lútea, o folículo roto fecha após haver liberado o óvulo e forma um corpo lúteo que secreta quantidades crescentes de progesterona.

A progesterona faz com que a temperatura corpórea aumente discretamente durante a fase lútea e que ela permaneça elevada até o início da menstruação. Essa elevação da temperatura pode ser utilizada para se estimar se a ovulação ocorreu. O corpo lúteo degenera após 14 dias e um novo ciclo menstrual tem início, exceto quando o óvulo é fertilizado.

Alterações Durante o Ciclo Menstrual

O ciclo menstrual é regulado pela interação complexa entre os hormônios da hipófise (hormônio luteinizante e hormônio folículoestimulante) e os hormônios sexuais ovarianos (estradiol e progesterona).O ciclo menstrual inicia com a fase folicular. As concentrações baixas de estradiol (um estrogênio) e de progesterona no início desta fase causam a degeneração e o descolamento do endométrio (revestimento uterino) na menstruação, o que marca o primeiro dia do ciclo menstrual.Durante a primeira metade desta fase, a concentração de hormônio folículo-estimulante aumenta discretamente, estimulando o desenvolvimento de vários folículos, cada um contendo um óvulo. Apenas um folículo continua a desenvolver. Durante a última parte desta fase, a concentração de estradiol secretado pelos ovários aumenta, estimulando o início do espessamento do revestimento uterino.

Um aumento rápido das concentrações dos hormônios luteinizante e folículo-estimulante dá início à fase ovulatória. A ovulação (liberação do óvulo) geralmente ocorre 16 a 32 horas após o início do aumento da concentração hormonal. A concentração de estradiol atinge um ponto máximo e a de progesterona começa a aumentar.

Durante a fase lútea, ocorre uma redução das concentrações dos hormônios luteinizante e folículo-estimulante. O folículo roto fecha após haver liberado o óvulo e forma o corpo lúteo, o qual secreta progesterona. A progesterona e o estradiol provocam o espessamento do endométrio. Quando o óvulo não é fertilizado, o corpo lúteo degenera e deixa de secretar progesterona, a concentração de estradiol diminui e tem início um novo ciclo menstrual.

Quando isto ocorre, o corpo lúteo começa a produzir gonadotropina coriônica humana. humana. Este hormônio mantém o corpo lúteo, o qual produz progesterona, até o feto em desenvolvimento ser capaz de produzir seus próprios hormônios.

Resumo dos Principais Hormônios

Hormônio Onde é Produzido Função
Aldosterona
Adrenais
Ajuda na regulação do equilíbrio do sal e da água através de sua retenção e da excreção do potássio
Hormônio antidiurético (vasopressina)
Hipófise
Faz com que os rins retenham água e, juntamente com aldosterona, ajuda no controle da pressão arterial
Corticosteróide
Adrenais
Produz efeitos disseminados por todo o organismo; em especial, tem uma ação antiinflamatória; mantém a concentração sérica de açúcar, a pressão arterial e a força muscular; auxilia no controle do equilíbrio do sal e da água
Corticotropina
Hipófise
Controla a produção e a secreção de hormônios do córtex adrenal
Eritropoietina
Rins
Estimula a produção de eritrócitos
Estrogênios
Ovários
Controla o desenvolvimento das características sexuais e do sistema reprodutivo femininos
Glucagon
Pâncreas
Aumenta a concentração sérica de açúcar
Hormônio do crescimento
Hipófise
Controla o crescimento e o desenvolvimento; promove a produção de proteínas
Insulina
Pâncreas
Reduz a concentração sérica de açúcar; afeta o metabolismo da glicose, das proteínas e das gorduras em todo corpo
Hormônio luteinizante e hormônio folículoestimulante
Hipófise
Controlam as funções reprodutoras, como a produção de espermatozóides e de sêmen, a maturação dos óvulos e os ciclos menstruais; controlam as características sexuais masculinas e femininas (p.ex., a distribuição dos pêlos, a formação dos músculos, a textura e a espessura da pele, a voz e, talvez, os traços da personalidade)
Ocitocina
Hipófise
Produz contração da musculatura uterina e dos condutos das glândulas mamárias
Paratormônio (hormônio paratireoídeo)
Paratireóides
Controla a formação óssea e a excreção do cálcio e do fósforo
Progesterona
Ovários
Prepara o revestimento do útero para a implantação de um ovo fertilizado e prepara as glândulas mamárias para a secreção de leite
Prolactina
Hipófise
Inicia e mantém a produção de leite das glândulas mamárias
Renina e angiotensina
Rins
Controlam a pressão arterial
Hormônio tireoidiano
Tireóide
Regula o crescimento, a maturação e a velocidade do metabolismo
Hormônio estimulante da tireóide
Hipófise
Estimula a produção e a secreção de hormônios pela tireóide

Patologias Relacionadas ao Sistema Endócrino

DOENÇAS DA TIREÓIDE:

Hipertireioidismo

Na maioria dos pacientes com Hipertireoidismo, o tamanho da tireóide aumenta de duas a três vezes acima do normal, com enorme hiperplasia, de modo que o número de células aumenta amplamente. Além disso, cada célula aumenta sua taxa de secreção em muitas vezes.

Sistema Linfático

 

A manutenção de um volume relativamente constante dos líquidos corporais é extraordinária, pois existe uma constante troca de líquidos e solutos com o meio externo, assim como entre diferentes compartimentos do corpo. Por exemplo, a entrada de líquido no corpo é muito variável e deve ser cuidadosamente combinada com a saída de líquidos para evitar que o volume de líquido do corpo aumente ou diminua.

Ganho Diário de Água

A água é adicionada ao corpo por duas fontes principais:

  1. Ingerida na forma de líquidos ou pela água de alimentos, o que ao todo soma um total de 2.100ml/dia de água adicionada aos líquidos corporais;
  2. Sintetizada pelo corpo como um resultado da oxidação de carboidratos, adicionando em torno de 200ml/dia.

Isto proporciona uma entrada total de água em torno de 2.300ml/dia. A entrada de água, entretanto, é altamente variável entre as diferentes pessoas e em uma mesma pessoa em diferentes ocasiões, dependendo do clima, hábito e nível de atividade física.

Perda Diária de Água do Corpo

Perda de Água não Percebido: Existe uma perda de água constante por evaporação no trato respiratório e difusao através da pele, o que ao todo, corresponde a aproximadamente 700ml/dia de perda de água sob condições normais. Essa perda acontece independente da sudorese e est’a presente mesmo em pessoas que nascem sem as glândulas sudoríparas.

Perda de Líquido no Suor: A quantidade de água perdida através do suor é altamente variável, depende da atividade física e da temperatura ambiente. A quantidade de suor normalmente é de 100ml/dia, mas em climas muito quentes ou durante exercícios físicos pesados, a perda de água pode chegar a1 a 2L/hora. Isso pode rapidamente depletar os líquidos corporais caso o ganho de líquido também não seja aumentado através da ativação do mecanismo da sede.

Perda de Água nas Fezes: Normalmente, apenas uma pequena quantidade de água (100ml/dia) é perdida através das fezes. Isto pode aumentar para vários litros por dia em pessoas com diarréia. Por essa razão, a diarréia grave pode ameaçar a vida caso não seja tratada em poucos dias.

Perda de Água Através dos Rins: Outra via pela qual o corpo perde água é através da urina excretada pelos rins. Existem múltiplos mecanismos que controlam a taxa de excreção urinária. De fato, o meio mais importante pelo qual o corpo mantém o equilíbrio entre o ganho e a perda de água, bem como o equilíbrio entre o ganho e a perda de eletrólitos, é aravés do controle da taxa em que os rins excretam estas substâncias. Por exemplo, o volume de urina pode ser tão baixo quanto 0,5L/dia em uma pessoa desidratada como tão alto quanto 20L/dia em uma pessoa que vem tomando uma grande quantidade de líquido.

Sistema Linfático

O Sistema Linfático representa uma via acessória por meio do qual o líquido pode fluir dos espaços intersticiais para o sangue. É importante notar que os vasos linfáticos transportam, para fora dos espaços teciduais, proteínas e grandes partículas que não podem ser removidas por absorção direta pelos capilares sanguíneos.

Os vasos linfáticos estão localizados no interstício, formando fundos de Saco Linfáticos. São chamados assim, pois não possuem um ciucuito fechado. Iniciam no meio do interstício.

capilar linfático

Funções

  1. Conservação das proteínas plasmáticas e do líquido: A circulação de linfa faz retornar à corrente sanguínea substâncias vitais, na maioria proteínas que escapam dos capilares com o líquido intersticial acumulado.
  2. Defesa contra Doenças: O Sistema linfático protege o organismo contra microorganismos patogênicos e outras substâncias invasoras de duas maneiras: A) Por Fagocitose; B) Pela resposta imunológica (produção de anticorpos).
  3. Absorção de Lipídios: Os linfáticos intestinais são as vias de absorção dos lipídios digeridos na alimentação.

Canais Linfáticos do Corpo

Quase todos os tecidos corporais têm canais linfáticos especiais que drenam o excesso de líquido diretamente dos espaços intersticiais. As exceções incluem as porções superficiais da pele, o sistema nervoso central, o endomísio dos músculos e os ossos. Entretanto, mesmo esses tecidos têm minúsculos canais, pelos quais o líquido intersticial pode fluir.

Em essência, todos os vasos linfáticos da parte inferior do corpo escoam-se, por fim, para o Ducto Torácico, que, por sua vez, se escoa para o sistema venoso de sangue, na junção da veia Jugular interna ESQUERDA, com a veia Subclávia ESQUERDA.

A linfa do lado esquerdo da cabeça, do braço esquerdo e das partes da regiao torácica também penetram no ducto Torácico antes de se escoar nas veias.

A linfa do lado direito da cabeça e do pescoço, braço direito e partes do hemitórax direito segue pelo Ducto Linfático Direito (Muito menor que o Ducto Torácico), que se escoa no sistema venoso de sangue, na junção da veia Subclávia com a veia Jugular interna DIREITA.

linfatico 2

Capilares Linfáticos Terminais e sua Permeabilidade

A maior parte do líquido filtrado nas extremidades arteriais dos capilares sanguíneos, flui entre as células e é, finalmente, reabsorvido de volta pelas extremidades venosas dos capilares sanguíneos; entretanto, em média, cerda de 1/10 do líquido segue para os Capilares Linfáticos e retorna ao sangue pelo Sistema Linfático. O volume total dessa linfa é, normalmente, de 2 a 3 litros por dia.

O líquido que retorna a circulação pelos vasos linfáticos é extremamente importante, por conter substâncias de alto peso molecular, tais coo proteínas que não podem ser absorvidas dos tecidos por qualquer outra via, embora possam entrar nos capilares linfáticos quase sem impedimentos. Isso ocorre por causa da estrutura especial dos capilares linfáticos.

Linfático

A Linfa

A linfa é derivada do líquido intersticial que flui para os vasos linfáticos. Por isso, logo após enrar nos vasos linfáticos terminais, ela apresenta, praticamente, a mesma composição que o líquido intersticial.

A concentração de proteínas no líquido intersticial da maioria dos tecidos é de, em média, cerca de 2g/dL, e a da linfa que flui desses tecidos é próxima a esse valor. A concentração de proteínas no Ducto Torácico é cerca de 3 a 5 g/dL, pois a maioria das proteínas e da quantidade de linfa vem do fígado e dos intestinos.

O Sistema Linfático é, também, uma das principais vias de absorção de nutrinentes vindos do trato gastrintestinal, em especial para absorçao de praticamente todos os lipídios dos alimentos.

Por fim, mesmo grandes partículas, como bactérias, podem passar através das células endoteliais e entrar nos capilares linfáticos e, desse modo, chegar à linfa. À medida que a linfa pasa pelos linfonodos, essas pertículas são quase inteiramente removidas e destruídas.

Linfonodos

Os linfonodos ou gânglios linfáticos são pequenos órgãos perfurados por canais que existem em diversos pontos da rede linfática, uma rede de ductos que faz parte do sistema linfático. Atuam na defesa do organismo humano e produzem anticorpos.

A linfa, em seu caminho para o coração, circula pelo interior desses gânglios, onde é filtrada. Partículas como vírus, bactérias e resíduos celulares são fagocitadas pelos linfócitos e macrófagos existentes nos linfonodos.

Quando o corpo é invadido por microorganismos, os linfócitos dos linfonodos, próximos ao local da invasão, começam a se multiplicar ativamente para dar combate aos invasores. Com isso, os linfonodos incham, formando as ínguas. É possível, muitas vezes, detectar um processo infeccioso pela existência de linfonodos inchados.

O linfonodo é um órgão responsável pela barreira entre as virus e células neoplásicas que venham dos ductos linfáticos.

Linfonodo

Movimentação da Linfa

A linfa percorre o sistema linfático graças a débeis contrações dos músculos, da pulsação das artérias próximas e do movimento das extremidades. Se um vaso sofre uma obstrução, o líquido se acumula na zona afetada, produzindo-se um inchaço denominado edema.

Ao contrário do sangue, que é impulsionado através dos vasos através da força do coração, o sistema linfático não é um sistema fechado e não tem uma bomba central. A linfa depende exclusivamente da ação de agentes externos para poder circular. A linfa move-se lentamente e sob baixa pressão devido principalmente à compressão provocada pelos movimentos dos músculos esqueléticos que pressiona o fluido através dele. A contração rítmica das paredes dos vasos também ajuda o fluido através dos capilares linfático. Este fluido é então transportado progressivamente para vasos linfáticos maiores acumulando-se no ducto linfático direito (para a linfa da parte direita superior do corpo) e no duto torácico (para o resto do corpo); estes dutos desembocam no sistema circulatório na veia subclaviana esquerda e a direita. A linfa segue desta forma em direção ao abdome, onde será filtrada e eliminará as toxinas com a urina e fezes.

Ao caminharmos, os músculos da perna comprimem os vasos linfáticos, deslocando a linfa em seu interior. Outros movimentos corporais também deslocam a linfa, tais como a respiração, atividade intestinal e compressões externas, como a massagem. Permanecer por longos tempos parado em uma só posição faz com que a linfa tenha a tendência a se acumular nos pés, por influência da gravidade, causando inchaço.

Órgãos ou Tecidos Linfóides

Baço

Funções:

  1. Destruição do Sangue: Os eritrócitos (glóbulos vermelhos) velhos ao atingirem sua duração normal de aproximadamente 120 dias. As células dentro do Baço também fagocitam bactérias, glóbulos vermelhos e plaquetas danificadas ou envelhecidos.
  2. Função Imunológica: O Baço contém Macrófagos e Leucócitos (Linfócitos) produtores de anticorpos.
  3. Armazenamento de Sangue: Serve de reservatório para o Sangue (eritrócitos). Enquanto o plasma volta para a circulação, os eritróitos retidos na polpa esplênica. Durante o exercicio muscular ocorre uma acentuada concentração de eritrócito no baço, que então os libera para que ajudem no transporte de oxigênio, que vai ativar os músculos. O Baço sofre variações ritmicas no tamanho em resposta às demandas fisiológicas, tais como exercício e hemorragia, e assim, influencia o volume de sangue circulante. A natureza elástica do Baço permite a ele variar em seu tamanho. O volume de sangue armazenado varia de 50mL à 1 L.

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Tonsilas

Tonsilas Palatinas = Amígdalas – Situadas n fundo da boca

Tonsila Feríngea = Adenóide – Aninhada na parede posterior da parte nasal da faringe (osso esfenóide).

Tonsila Lingual = Localizada na base da língua.

As tonsilas estão posicionadas estrategicamente de forma a participarem nas respostas imunológicas contra substâncias estranhas que são ingeridas ou inaladas. Contém LINFÓCITOS.

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Timo

É um órgão localizado atrás do esterno e entre os pulmões. Exerce dois papéis:

  1. Na imunidade seu papel é de auxiliar e distribuir os linfócitos a outros órgãos linfáticos
  2. Produz os hormônios Timosina e Timopoietina que promovem a proliferação e a maturação dos linfócitos.

Exerce seu papel apenas até a puberdade, depois o órgao atrofia.

timo

 


Sistema Urinário

A eliminação da urina é feita através do sistema urinário. Os órgãos que compõe o sistema urinário são os rins e as vias urinárias.

As vias urinárias compreendem o ureter, a bexiga e a uretra.

Os nossos tecidos, que recebem do sangue as substâncias nutritivas, ao sangue abandonam aqueles compostos químicos tóxicos que neles se formam como resultado do complexo fenômeno da nutrição. Tais substâncias são danosas e devem ser eliminadas para não intoxicar o organismo e pôr a vida em perigo. A maior parte desses produtos é eliminada por trabalho do aparelho urinário; somente uma parte mínima é eliminada pelas glândulas sudoríparas mediante o suor.

O aparelho urinário tem a tarefa de separar do sangue as substâncias nocivas e de eliminá-las sob a forma de urina. Compõe-se ele dos rins, que filtram o sangue e são os verdadeiros órgãos ativos no trabalho de seleção das substâncias de rejeição; dos bacinetes renais com os respectivos ureteres, que conduzem a urina até a bexiga; da bexiga, que é o reservatório da urina; da uretra, canal mediante o qual a urina é conduzida para fora. Juntamente com as substâncias de rejeição, o aparelho urinário filtra e elimina também água. A eliminação de água é necessária seja porque as substâncias de rejeição estão dissolvidas no plasma, que é constituído, na sua maior parte, de água, seja porque também a quantidade de água presente no sangue e nos tecidos deve ser mantida constante.

sistema urinario

A água entra na composição de todos os tecidos e da substância intercelular (que enche os espaços entre as células): ela é o constituinte universal de todos os “humores” do organismo e tem a tarefa essencial de servir de “solvente” de todas as substâncias fisiologicamente ativas. A água entra no organismo com os alimentos e as bebidas; em parte se forma no próprio organismo por efeito das reações químicas que aí têm lugar; Depois de ter realizado as suas importantes funções, a água deve ser eliminada: como antes tinha servido de veículo às substâncias nutritivas, agora serve de veículo às substâncias de rejeição.

Como ocorre a excreção

O nosso sangue contém muitas substâncias de que não necessitamos e algumas podem mesmo ser perigosas – água em excesso, sais minerais, células mortas ou alteradas e resíduos das atividades celulares. Por isso têm de ser eliminadas.

Como é constituído o sistema urinário?

Os componentes do sistema urinário são: dois rins, dois ureteres, a bexiga urinária e a uretra. Os rins são os principais órgãos do sistema urinário. Situados na cavidade abdominal, na região lombar, um de cada lado da coluna vertebral e rodeados por um tecido gorduroso, os rins são órgãos em forma de feijão, de cor vermelha escura. Têm o tamanho de um ovo de galinha, medindo cerca de 11 cm de comprimento e 6 cm de largura. Pesam entre 115 e 155 gramas nas mulheres e entre 125 e 170 gramas nos homens. O lado côncavo está voltado para a coluna vertebral e é por esse lado que entram e saem os vasos sanguíneos, do qual a artéria renal e a veia renal são os mais importantes.

Os rins extraem os produtos residuais do sangue através de milhões de pequenos filtros, denominadas néfrons, que são a unidade funcional dos rins. Cada néfron apresenta duas partes principais: a cápsula glomerular (ou cápsula de Bowman) e os túbulos renais. Nas figuras os túbulos renais são identificados como túbulo contorcido proximal, alça néfrica (alça de Henle) e túbulo contorcido distal. No interior da cápsula glomerular penetra uma arteríola (ramificação da artéria renal) que se ramifica, formando um emaranhado de capilares chamado glomérulo renal.  A cápsula glomerular continua no túbulo contorcido proximal, que se prolonga em uma alça em forma de U chamada alça néfrica. Dessa alça segue um outro túbulo contorcido, o distal. O conjunto desses túbulos forma os túbulos renais.

rim

A urina se forma nos néfrons basicamente em duas etapas: a filtração glomerular e a reabsorção renal. É na cápsula glomerular que ocorre a filtração glomerular, que consiste no extravasamento de parte do plasma sanguíneo do glomérulo renal para a cápsula glomerular. O líquido extravasado é chamado filtrado. Esse filtrado contém substâncias úteis ao organismo, como água, glicose, vitaminas, aminoácidos e sais minerais diversos. Mas contém também substâncias tóxicas ou inúteis ao organismo, como a uréia e o ácido úrico. Da cápsula glomerular, o filtrado passa para os túbulos renais. O processo em que há o retorno ao sangue das substâncias úteis ao organismo presentes no filtrado é chamado reabsorção renal e ocorre nos túbulos renais. Essas substâncias úteis que retornam ao sangue são retiradas do filtro pelas células dos túbulos renais. Daí passam para os vasos capilares sanguíneos que envolvem esses túbulos.

Dos néfrons, os resíduos recolhidos são enviados através dos ureteres para a bexiga. Os ureteres são dois tubos musculosos e elásticos, que saem um de cada um dos rins e vão dar à bexiga. A bexiga é um saco musculado, muito elástico, com um comprimento aproximado de 30 cm, onde a urina (resíduos filtrados) é acumulada. Este reservatório está ligado a um canal – a uretra – que se abre no exterior pelo meato urinário, e a sua base está rodeada pelo esfíncter uretral, que pode permanecer fechado e resistir à vontade de urinar. Válvulas existentes entre os ureteres e a bexiga impedem o retrocesso da urina.

Mas o que é a urina?

A urina é um líquido transparente, amarelado, formado nos rins e que transporta produtos residuais do metabolismo até ao exterior do organismo. Ela é constituída por 95% por água, na qual a uréia, toxinas e sais minerais, como o cloro, o magnésio, o potássio, o sódio, o cálcio, entre outros (que formam os restantes 5%), estão dissolvidos. Também pode conter substâncias comuns, utilizadas freqüentemente pelo organismo, mas que se podem encontrar em excesso, pelo que o corpo tem de se ver livre delas.

Os néfrons estão sempre funcionando?

Sim, a sua atividade é contínua e permanente. Mais de 1000 litros de sangue passam através dos rins diariamente, o que significa que eles filtram todo o sangue do nosso organismo várias vezes por dia (porque no nosso corpo existem apenas 5 litros de sangue). Num período de 24 horas os néfrons produzem cerca 180 litros de urina, mas em média, cada pessoa só excreta cerca de 1,5 litros por dia.

Então, para onde é que vão os restantes litros de urina que os rins produzem?

É verdade que se forma uma muito maior quantidade de urina do que a que realmente é expulsa, ou seja, nem tudo o que sai da corrente sanguínea vai parar ao exterior do corpo. Se os rins diariamente produzem 180 litros de urina, mas apenas são responsáveis pela excreção de 1,5 litros, isto significa que 178,5 litros têm um destino diferente.

Quando o sangue é filtrado, muitas coisas que passam para os rins fazem falta no organismo. Por isso existem mecanismos para que esses produtos não se percam. É o mecanismo designado por reabsorção, que permite que grande parte da água que sai do sangue (cerca de 99%) não chegue a integrar a urina. É que não te esqueças que 70% do nosso corpo é água e para que possamos viver, assim tem de continuar. Se excretássemos todos os litros de urina que se formam, imagina a quantidade de água que não teríamos de beber todos os dias para não morrermos desidratados. É uma questão de conservação do conteúdo hídrico do corpo. Mas para além da água, com outras substâncias acontece exatamente o mesmo. Determinados sais desempenham papéis muito importantes no funcionamento do organismo e a sua saída poderia colocar em risco a saúde. Além disto, seria um desperdício estar a expulsar substâncias que ainda podem ter utilidade. Deste modo o organismo controla as quantidades das substâncias que saem e que ficam.

Os rins formam sempre a mesma quantidade de urina?

Não, pois a quantidade de urina produzida depende do tipo de regime alimentar e obviamente da quantidade de água ingerida. Se ingerirmos alimentos muito salgados, como batatas fritas, ocorre um aumento do nível de sal no sangue. Este aumento faz com que a reabsorção de sal (que acontece normalmente para impedir que este se perca) diminua e por isso a quantidade de sal na urina vai aumentar. Se verificar uma diminuição da quantidade de sal no sangue, o organismo responde com um aumento da capacidade de reabsorção e mais sal volta e entrar na corrente sanguínea. E isto acontece para muitas outras substâncias. Quando as suas quantidades aumentam no sangue, o organismo possui mecanismos para impedir que elas fiquem no corpo e assim aumenta a sua quantidade na urina. Pelo contrário, se as suas quantidades descerem, a intensidade da reabsorção das substâncias em questão aumenta, para que maiores quantidades sejam mantidas no organismo.

Published in: on 21/07/2011 at 15:00  Comments (6)  
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Sistema Nervoso Periférico

Texto referente a aula do dia 12/11

A atividade elétrica dos neurônios não tem lugar apenas no cérebro. Os nervos espalham-se pelo corpo todo desde o alto da cabeça até a ponta dos dedos dos pés. São feixes de axônios, ou fibras nervosas, dividindo-se e tomando-se mais finos quanto mais afastados estão do cérebro ou da medula espinhal. Os corpos das células dos neurônios estão agrupados na massa cinzenta, na superfície do cérebro, na massa cinzenta similar, na parte interna da medula espinhal, e em pequenos nódulos chamados gânglios, perto da coluna vertebral.

As mensagens dos órgãos dos sentidos, situados nos olhos, nariz, ouvidos e boca, dos órgãos do tato, espalhados por toda a superfície do corpo, e até mesmo em alguns órgãos internos, chegam ao cérebro através do sistema nervoso. Os neurônios que carregam essas mensagens para o cérebro são chamados neurônios sensoriais ou neurônios aferentes. Outros sinais passam do cérebro e da medula espinhal de volta para todo o corpo, sendo carregados pelos chamados neurônios motores ou neurônios eferentes.

Os sinais passam ao longo de todo o sistema muito rapidamente, mas não tão depressa quanto em um circuito elétrico normal. Leva um certo tempo para os sinais serem carregados através da sinapse pelas substâncias químicas transmissoras. Por esta razão os axônios dos nervos são imensamente compridos de maneira que a mensagem possa ser levada tão rápido quanto possível, sem ser retardada por sinapses desnecessárias.

Nervos

Ao longo da medula, há 31 pares de nervos. Cada nervo está ligado à medula como um “Y”, isto é, apresenta duas raízes: como uma raiz dorsal na qual existe um gânglio (dilatação), que contém os corpos celulares de neurônios sensoriais provenientes da periferia do corpo, e uma raiz ventral pela qual emergem feixes de axônios de neurônios motores, cujos corpos celulares estão localizados na substância cinzenta da medula. Essas duas raízes se juntam formando o “cabo” único do “Y”, percorrido tanto pelos feixes sensitivos como pelos feixes motores.

Nervos são feixes de fibras nervosas envoltos por uma capa de tecido conjuntivo. Nos nervos, há vasos sanguíneos responsáveis pela nutrição das fibras nervosas.

As fibras presentes nos nervos podem ser tanto dendritos como axônios, que conduzem, respectivamente, impulsos nervosos das diversas regiões do corpo ao sistema nervoso central. Os gânglios aparecem como pequenas dilatações em certos nervos.

Nervos sensitivos, motores e mistos
De acordo com o tipo de fibras nervosas que apresentam, os nervos podem ser classificados em sensitivos (ou aferentes), motores (ou eferentes) e mistos.

  • Nervos sensitivos são os que contêm somente fibras sensitivas, ou seja, que conduzem impulsos dos órgãos dos sentidos para o sistema nervoso central.
  • Nervos motores são os que contêm somente fibras motores, que conduzem impulsos do sistema nervoso central até os órgãos efetuadores (músculos ou glândulas).
  • Já os nervos mistos contêm tanto fibras sensitivas quanto motoras e conduzem impulsos nos dois sentidos, das diversas regiões do corpo para o sistema nervoso central e vice-versa.

Nervos Cranianos

Nervos ligados ao encéfalo são denominados nervos cranianos, enquanto nervos ligados à medula espinhal são denominados nervos espinhais ou raquidianos.
Mamíferos, aves e répteis possuem doze pares de nervos cranianos, responsáveis pela inervação dos órgãos dos sentidos, dos músculos e glândulas da cabeça, e também de alguns órgãos internos. Anfíbios e peixes têm apenas dez pares de nervos cranianos.

Nervo craniano Função
I-OLFATÓRIO sensitiva Percepção do olfato.
II-ÓPTICO sensitiva Percepção visual.
III-OCULOMOTOR motora Controle da movimentação do globo ocular, da pupila e do cristalino.
IV-TROCLEAR motora Controle da movimentação do globo ocular.
V-TRIGÊMEO mista Controle dos movimentos da mastigação (ramo motor);

Percepções sensoriais da face, seios da face e dentes (ramo sensorial).

VI-ABDUCENTE motora Controle da movimentação do globo ocular.
VII-FACIAL mista Controle dos músculos faciais – mímica facial (ramo motor);

Percepção gustativa no terço anterior da língua (ramo sensorial).

VIII-VESTÍBULO-COCLEAR sensitiva Percepção postural originária do labirinto (ramo vestibular);

Percepção auditiva (ramo coclear).

IX-GLOSSOFARÍNGEO mista Percepção gustativa no terço posterior da língua, percepções sensoriais da faringe, laringe e palato.
X-VAGO mista Percepções sensoriais da orelha, faringe, laringe, tórax e vísceras. Inervação das vísceras torácicas e abdominais.
XI-ACESSÓRIO motora Controle motor da faringe, laringe, palato, dos músculos esternoclidomastóideo e trapézio.
XII-HIPOGLOSSO motora Controle dos músculos da faringe, da laringe e da língua.

O conjunto de nervos cranianos e raquidianos forma o sistema nervoso periférico.

Com base na sua estrutura e função, o sistema nervoso periférico pode ainda subdividir-se em duas partes: o sistema nervoso somático e o sistema nervoso autônomo ou de vida vegetativa.

As ações voluntárias resultam da contração de músculos estriados esqueléticos, que estão sob o controle do sistema nervoso periférico voluntário ou somático. Já as ações involuntárias resultam da contração das musculaturas lisa e cardíaca, controladas pelo sistema nervoso periférico autônomo, também chamado involuntário ou visceral.

O SNP Voluntário ou Somático tem por função reagir a estímulos provenientes do ambiente externo. Ele é constituído por fibras motoras que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos esqueléticos. O corpo celular de uma fibra motora do SNP voluntário fica localizado dentro do SNC e o axônio vai diretamente do encéfalo ou da medula até o órgão que inerva.

O SNP Autônomo ou Visceral, como o próprio nome diz, funciona independentemente de nossa vontade e tem por função regular o ambiente interno do corpo, controlando a atividade dos sistemas digestório, cardiovascular, excretor e endócrino. Ele contém fibras nervosas que conduzem impulsos do sistema nervoso central aos músculos lisos das vísceras e à musculatura do coração. Um nervo motor do SNP autônomo difere de um nervo motor do SNP voluntário pelo fato de conter dois tipos de neurônios, um neurônio pré-ganglionar e outro pós-ganglionar. O corpo celular do neurônio pré-ganglionar fica localizado dentro do SNC e seu axônio vai até um gânglio, onde o impulso nervoso é transmitido sinapticamente ao neurônio pós-ganglionar. O corpo celular do neurônio pós-ganglionar fica no interior do gânglio nervoso e seu axônio conduz o estímulo nervoso até o órgão efetuador, que pode ser um músculo liso ou cardíaco.

Sistema Nervoso Autônomo

O sistema nervoso autônomo divide-se em sistema nervoso simpático e sistema nervoso parassimpático. De modo geral, esses dois sistemas têm funções contrárias (antagônicas). Um corrige os excessos do outro. Por exemplo, se o sistema simpático acelera demasiadamente as batidas do coração, o sistema parassimpático entra em ação, diminuindo o ritmo cardíaco. Se o sistema simpático acelera o trabalho do estômago e dos intestinos, o parassimpático entra em ação para diminuir as contrações desses órgãos.

O SNP autônomo simpático, de modo geral, estimula ações que mobilizam energia, permitindo ao organismo responder a situações de estresse. Por exemplo, o sistema simpático é responsável pela aceleração dos batimentos cardíacos, pelo aumento da pressão arterial, da concentração de açúcar no sangue e pela ativação do metabolismo geral do corpo.

Já o SNP autônomo parassimpático estimula principalmente atividades relaxantes, como as reduções do ritmo cardíaco e da pressão arterial, entre outras.

Uma das principais diferenças entre os nervos simpáticos e parassimpáticos é que as fibras pós-ganglionares dos dois sistemas normalmente secretam diferentes hormônios. O hormônio secretado pelos neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático é a acetilcolina, razão pela qual esses neurônios são chamados colinérgicos.

Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam principalmente noradrenalina, razão por que a maioria deles é chamada neurônios adrenérgicos. As fibras adrenérgicas ligam o sistema nervoso central à glândula supra-renal, promovendo aumento da secreção de adrenalina, hormônio que produz a resposta de “luta ou fuga” em situações de stress.

A acetilcolina e a noradrenalina têm a capacidade de excitar alguns órgãos e inibir outros, de maneira antagônica.

Órgão / Função Nervos Simpáticos Nervos Parassimpáticos
Arteríolas vasoconstrição vasodilatação
Ritmo cardíaco aumenta diminui
Pressão arterial aumenta diminui
Movimentos respiratórios aumentam diminuem
Brônquios dilatam contraem
Metabolismo basal aumenta diminui
Pupilas dilatam contraem
Glicemia aumenta -
Sudorese aumenta -
Movimentos Peristálticos diminuem aumentam
Saliva - aumenta

Bons Estudos!

Published in: on 25/10/2010 at 22:19  Comments (3)  
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Sistema Nervoso Central

O cérebro é o órgão mais importante de seu corpo. Ele controla tudo o que você faz, seus movimentos, seus pensamentos e sua memória. Muitas vezes ele não age diretamente, mas pode controlar pequenas quantidades de substâncias químicas do sangue, que, por sua vez, têm um forte efeito sobre outra parte do corpo. Embora pareça muito simples, o cérebro é imensamente complicado. E uma massa de tecido esbranquiçado, bastante mole ao tato, que ocupa cerca de metade do volume da cabeça. Fica posicionado no alto da cabeça, acima dos olhos e dos ouvidos, estendendo para trás e para a parte inferior da cabeça.

sistema nervoso2

Quase tão importante quanto o cérebro é o restante do sistema nervoso. A medula espinhal estende-se do cérebro para baixo, ao longo da coluna, O cérebro e a medula espinhal formam o sistema nervoso central. Ao longo do comprimento da medula espinhal saem nervos semelhantes a fios que se dividem e se ligam com quase todas as partes do corpo. Os nervos transportam mensagens dos órgãos dos sentidos para o cérebro, e também instruções do cérebro para outras partes do corpo. O cérebro funciona como uma rede telefônica complicada mas muito compacta, com um complexo fluxo de mensagens que chegam, são selecionadas e depois dirigidas a seu destino apropriado.

As membranas protetoras do cérebro

Por ser um órgão tão importante, o cérebro precisa de boa proteção contra acidentes. Ficando em pé, o ser humano mantém o cérebro e a cabeça afastados de choques e batidas. Mesmo assim, é necessária uma proteção muito confiável. Por isso o cérebro fica alojado no crânio, uma dura caixa óssea.

Embora de paredes finas, o crânio é muito resistente devido a sua forma arredondada. Uma das formas mais fortes que se conhece é uma bola rígida. Um ovo, por exemplo, é extremamente resistente, considerando-se como é fina sua casca. Assim, o mole e delicado cérebro é protegido contra danos externos diretos pelo resistente crânio. Entretanto, mesmo sendo o crânio rígido e forte, um abalo violento poderia balançar o cérebro e causar-lhe danos. E preciso, então, maior proteção, que é dada por três membranas, denominadas meninges, que recobrem completamente o cérebro. A membrana mais externa é chamada de dura-máter, que fornece uma boa proteção e apoio devidos a sua constituição forte e coriácea.

meninges

Junto ao cérebro há uma outra membrana, denominada pia-máter, muito mais fina, que acompanha cada depressão e cada elevação da superfície do cérebro. Entre essas duas membranas há uma terceira, de constituição esponjosa, a aracnóide. Os espaços desta membrana são preenchidos por um liquido no qual flutua todo o cérebro, fornecendo a camada protetora final. Há ainda grandes espaços dentro do cérebro, que também são preenchidos com o mesmo liquido da aracnóide, de modo que o delicado tecido do cérebro não se deforma quando movemos nossa cabeça.

A medula espinhal

A medula espinhal é uma extensão do cérebro, estendendo-se da base do crânio até logo abaixo das costelas. E uma haste de tecido cerebral, com um pequeno canal passando através de todo seu comprimento. Toda a medula é coberta por membranas, tal como o cérebro, e é também banhada por dentro e por fora com o mesmo liquido protetor do cérebro.

Como o cérebro, a medula espinhal precisa de proteção. Enquanto o cérebro está seguramente encerrado em um crânio rígido, a medula espinhal está cercada por um conjunto de ossos chamados vértebras. Estes formam a coluna vertebral, que é capaz de flexionar-se quando nos dobramos ou movemos. Ao mesmo tempo, a coluna vertebral tem que ser forte o suficiente para suportar o peso do corpo e dar proteção segura à coluna espinhal. Poderia parecer que flexibilidade, força e proteção de seu frágil conteúdo não poderiam ser obtidos pela coluna vertebral, mas sua construção engenhosa toma tudo isso possível.

medula

A coluna vertebral é constituída por mais de duas dúzias de vértebras em forma de anel. A medula espinhal passa através do buraco existente no centro de cada uma das vértebras, e é completamente protegida pelos arcos ósseos. As protuberâncias ósseas das vértebras articulam-se de maneira que cada vértebra pode mover-se apenas um pouco, para não apertar ou machucar a medula espinhal. Entre cada par de vértebras há pequenas aberturas através das quais os nervos podem passar, ramificando-se a partir da própria medula espinhal. A complicada estrutura da coluna é mantida unida por flexíveis cordões de ligamento e por músculos poderosos.

A estrutura do encéfalo

O encéfalo se parece com uma noz grande, de cor rosa clara. Sua superfície é profundamente enrugada e cheia de dobras, e sua parte superior está quase dividida em duas partes por um sulco muito profundo. Essa superfície enrugada ocupa a maior parte do encéfalo e é chamada de cérebro. Na maioria dos animais o cérebro é bem pequeno, mas no homem ele cresceu tanto que cobre todo o resto do encéfalo.

encefalo

O tronco cerebral

O tronco cerebral, onde se localiza o bulbo, é algumas vezes chamado de a parte mais velha do cérebro, porque é a principal parte do cérebro na maioria dos animais primitivos. Controla a maior parte das funções importantes do corpo, e é o sistema de sustentação da vida. Se o tronco cerebral não for prejudicado, é realmente possível o corpo permanecer vivo por algum tempo, mesmo depois que o resto do cérebro tenha sido destruído.

O tronco cerebral atua junto com a medula espinhal para controlar as funções vitais, como o batimento regular do coração, a pressão sanguínea e a respiração. Mas a função mais importante do tronco cerebral é controlar a consciência, desligando as atividades do cérebro quando dormimos e ligando quando acordamos. Mesmo quando dormimos o tronco cerebral controla e confere nossas atividades vitais, mantendo o corpo funcionando.

O tronco cerebral trabalha como um computador, continuamente conferindo e controlando as informações que entram no cérebro através do sistema nervoso; em seguida ele age em cima dessa informação liberando as mensagens para que o sistema nervoso controle o corpo inteiro. Não tomamos consciência de todas essas atividades; podemos apenas notar seus efeitos. O tronco cerebral controla funções, como a respiração, automaticamente.

Cerebelo

Se localiza abaixo do cérebro. Coordena, com o cérebro, os movimentos do corpo. É responsável pelo equilíbrio do corpo, pois está ligado a alguns canais da orelha interna. Além disso, mantém o tônus muscular, isto é, regula o grau de contração muscular dos músculos em repouso.

Como as mensagens passam pelos neurônios

Um sinal carregado por um neurônio pode parecer com uma corrente elétrica sendo carregada através de um fio, mas na realidade é bem diferente. Uma minúscula carga elétrica é produzida, mas o movimento do sinal ao longo de um axônio é mais semelhante à queima de um estopim de pólvora. O sinal move-se com uma velocidade entre 1,5 metro e 90 metros por segundo.

O axônio é um tubo fino cheio de substâncias químicas dissolvidas em água. Muitos têm a parte exterior coberta com uma camada de material gorduroso, como um isolamento elétrico. A passagem de um sinal ao longo do axônio envolve o movimento de íons, ou minúsculas partículas eletricamente carregadas de dois elementos metálicos: sódio e potássio. Normalmente há mais potássio do lado de dentro de um axônio e mais sódio do lado de fora. Quando passa um sinal, a membrana que cobre o axônio se altera, permitindo aos íons escoarem através dela, causando uma mudança súbita nas propriedades elétricas nesse ponto. Essas mudanças oscilam ao longo do axônio como uma onda.

Tecido Nervoso

Quando o sinal alcança a sinapse, ele deve cruzar um pequeno intervalo para alcançar o próximo neurônio. Minúsculas bolhas nas ramificações da extremidade dos axônios contêm substâncias químicas, chamadas transmissores. Estas são liberadas quando atingidas pelos sinais e então atravessam o intervalo da sinapse. Quando contatam os dendritos da célula seguinte, dão início ao movimento do sódio- e do potássio, transmitindo o sinal.

Agora o primeiro neurônio volta ao estado de descanso normal, esperando por outro sinal. Os transmissores químicos que carregam um sinal através do intervalo da sinapse podem ser de dois tipos diferentes. Alguns são chamados de substâncias químicas excitadoras. Estas são as substâncias que passam a mensagem para o próximo neurônio, que em seguida, começa as mudanças elétricas que darão origem a sinais a serem produzidos e passados ao longo do axônio. Os outros transmissores são chamados de substâncias químicas inibidoras. Sua função é evitar que um sinal seja produzido em outro neurônio.

Milhares de neurônios estão em contato com os outros através de sinapse, e muitos estarão produzindo sinais excitadores ou inibidores, O neurônio não produzirá nenhum sinal a menos que receba mais mensagens excitadoras (“liga”) do que inibidoras (“desliga”).Um sinal de um ou dois neurônios não é suficiente para acionar um outro – ele deve receber vários sinais de uma vez. Isto significa que quaisquer sinais ocasionais de milhares de neurônios ao redor não causarão uma mensagem falsa a ser passada. E quase como o princípio da votação, onde o neurônio precisa dos “votos” de uma série de outros neurônios antes de ser capaz de emitir um sinal.

Sistema Sensorial – Órgãos do Sentido

Texto referente a aula do dia 04/10

O sistema sensorial é constituido pelos órgãos do sentido, como pele, ouvido, olhos, fossas nasais e língua, onde são encontradas as terminações sensitivas do sistema nervoso periférico. Os diferentes estímulos do ambiente são transformados em estímulos nervosos devido à capacidade que esses órgãos possuem.s receptores podem ser classificados, de acordo com a natureza do estímulo que são capazes de captar, como: quimiorreceptores, fotorreceptores, termorreceptores, mecanorreceptores. Os quimiorreceptores, língua e nariz, são perceptíveis à substâncias químicas, responsáveis pelo paladar e o olfato.

Os termorreceptores respondem pela variação da temperatura, captando estímulos de natureza térmica. Os mecanorreceptores correspondem a estímulos mecânicos. Os fotorreceptores detectam a luz. A sensação do tato é proporcionada pelos mecanorreceptores, termorreceptores e receptores de dor, existentes na pele humana. As papilas gustativas situadas na língua, são os quimiorreceptores relacionados com o paladar, estabelece distinção entre os quatro sabores: salgado, doce, amargo e azedo. O epitélio olfatório é formado pelos quimiorreceptores relacionados com o olfato, estes estão localizados no teto das cavidades nasais.

Os fotorreceptores estão situados nos olhos. Os olhos são bolsas membranosas cheias de líquido, composto de três camadas: esclera, coróide e retina. Na retina estão situadas as células fotorreceptoras. As células fotorreceptoras são os cones e os bastonetes. As estruturas responsáveis pela recepção dos estímulos sonoros são o ouvido externo, o ouvido médio e a cóclea.

Vamos estudar separadamente cada órgão do sentido.

Tato:

O tato é o sentido responsável pela percepção de diferentes sensações na pele. Tal percepção somente é permitida por meio das terminações nervosas e corpúsculos que formam os receptores táteis responsáveis pela captura dessas sensações e pela transmissão das mesmas para os nervos. Dos nervos as sensações são encaminhadas para o sistema nervoso central e chega até o córtex cerebral, onde são processados.

Apesar de ser o primeiro sentido desenvolvido no homem, o tato é importantíssimo para o crescimento, desenvolvimento e aprendizado da criança, pois por meio do toque ela consegue receber estímulos de outras pessoas, adquirindo confiança e auto-estima. Além disso, o tato é o único sentido que se conserva atento no período em que o indivíduo está dormindo, funcionando como uma espécie de guarda do sono.

Existem algumas partes do corpo que armazenam maior quantidade de receptores táteis, ou seja, terminações nervosas e corpúsculos que capturam as sensações. As mãos, os pés e os lábios são algumas dessas partes que possuem maior facilidade em receber estímulos por meio da pele.

São vários os receptores táteis, porém cada um com sua função específica:

As terminações nervosas livres são responsáveis pela percepção dos estímulos mecânicos, térmicos e dolorosos. Todas as vezes que sentimos dor, a sentimos pela captação do estímulo recebido por meio destas.

O corpúsculo de Ruffini é responsável por captar sensações do calor.
O corpúsculo de Krause é responsável por captar sensações de frio.
O corpúsculo de Meissner é responsável pelas sensações que experimentamos rapidamente por meio do toque.

Órgão do Sentido - Tato

Olfato

O olfato é formado por meio de um espessamento epidérmico localizado no crânio cuja função é captar os odores liberados por diferentes objetos, porém só consegue realizar tal captação quando os neuroreceptores recebem as moléculas de uma determinada substância por meio da dissolução dessa no muco.

O teto das cavidades nasais abriga o órgão olfatório que possui células sensoriais e neurônios que ao serem estimulados originam impulsos nervosos que são encaminhados até o lobo olfatório cerebral, produzindo a sensação de cheiro.

Existem diferentes genes receptores que detectam os odores. Para que o odor de cada objeto seja identificado imediatamente ao ser sentido por outras vezes é necessário que o gene receptor específico de cada odor esteja presente no revestimento do nariz.

Curiosidade: Apesar de o olfato ser um sentido distinto do paladar, ele é aliado na percepção do gosto dos alimentos. Pode-se verificar tal união quando se está gripado, pois nesse período o olfato é prejudicado pela secreção que a gripe produz alterando a capacidade de sentir o gosto dos alimentos.

Olfato

Paladar

O paladar é uma sensação química percebida por células específicas, denominadas papilas gustatórias. Localizadas na língua e palato, estas promovem, além de sensações táteis, aquelas relacionadas aos sabores. As papilas filiformes são as responsáveis pelo primeiro caso citado; já as papilas circunvaladas, fungiformes e foliáceas, pelo segundo.

O que chamamos de sabor é, na verdade, uma combinação de odores e gostos percebidos pelo sentido gustativo e olfativo; ativados pelos seus quimiorreceptores. Surpreendentemente, este último é responsável por aproximadamente 80% da sensação que temos ao ingerir um alimento. Assim, considerando a estreita relação entre estes, é fácil compreender porque, quando estamos gripados ou com alergia, não conseguimos distinguir os sabores com a mesma eficácia.

A textura, temperatura, ardência e cor dos alimentos também influenciam nas sensações palatais, sendo o gosto final a resultante de todos os estímulos recebidos, enviados ao cérebro e ali interpretados.

Evolutivamente falando, essas sensações são importantes, pois estão geralmente associadas à qualidade do alimento. Gostos adocicados, por exemplo, nos remete a alimentos nutritivos e/ou calóricos; enquanto o amargo indica, muitas vezes, substâncias tóxicas.

Paladar

Visão

Os olhos são os órgãos responsáveis pela percepção de luz e pela transformação dessa em impulsos elétricos que são enviados ao cérebro. Os olhos são bolsas membranosas com grande quantidade de líquido em seu interior.

A camada mais externa do olho é chamada esclera. Ela é formada por tecidos conjuntivos que preservam a forma dos olhos e faz ligação entre os músculos de movimentação do mesmo. A córnea, área transparente e curva é responsável pela passagem da luz. Após a passagem pela córnea a luz é encaminhada para o humor aquoso que nada mais é do que o líquido que existe no interior do olho.

Abaixo da esclera encontra-se a corióide, película pigmentada que contém os vasos sanguíneos responsáveis pela nutrição e oxigenação das células dos olhos. Na corióide pode-se perceber a íris, a parte mais visível do olho que tem sua coloração variada de indivíduo para indivíduo. No centro da íris está a pupila, orifício que controla a quantidade de luz que é transmitida ao olho. Por trás da íris localiza-se o cristalino, também chamado de lente. Essa estrutura é responsável pela nitidez e pela focalização das imagens formadas na córnea se projetando na área sensível do fundo do olho.

A retina encontra-se internamente nos olhos contendo os bastonetes que recebem a luz e os cones que distinguem as cores. Os bastonetes normalmente se concentram nas laterais dos olhos enquanto os cones se concentram na parte central, a fóvea. Por conter grande quantidade de cones, a fóvea é menos sensível à luz.

Visão

Audição

Quando um corpo qualquer está vibrando, o ar que está em volta também vibra. Essas vibrações são percebidas pelo ouvido humano, que é capaz de captar ondas com vibrações compreendidas entre 16 Hz e 20.000 Hz (ondas que se repetem de 16 a 20.000 vezes por segundo).

O ouvido humano é dividido em três regiões: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno. A função básica dessas três regiões é transformar a energia das ondas sonoras em vibrações mais potentes a fim de serem captadas pelo sistema nervoso auditivo.

OUVIDO EXTERNO: formado pelo pavilhão e pelo canal auditivo, que termina no tímpano que é uma membrana recoberta externamente por uma delgada camada de pele e internamente por epitélio cúbico simples. Entre as duas camadas epiteliais encontramos duas camadas de fibras colágenas, fibroblastos e fibras elásticas que entram em vibração quando recebem as ondas sonoras. Esta vibração tem função amplificadora do som. O pavilhão externo capta o som e pode ser fixo ou móvel (dependendo da classe animal, no homem, em geral é fixo). O canal auditivo ou meato acústico externo é revestido internamente por pele rica em pêlos e glândulas sebáceas e ceruminosas cuja função é a proteção do tímpano.

OUVIDO MÉDIO: vai do tímpano até as janelas redonda e oval (membranas entre o ouvido médio e o ouvido interno) Contêm três minúsculos ossos que transmitem a vibração do tímpano até a janela oval.

São eles o martelo, a bigorna e o estribo. Um canal chamado trompa de Eustáquio comunica o ouvido médio com a faringe. Este tubo serve para que as pressões do ar de um lado e do outro do tímpano fiquem equilibradas.

OUVIDO INTERNO: A janela oval transmite as vibrações ao ouvido interno, que é formado pela cóclea ou caracol (percepção dos sons) e pelos canais semicirculares (relacionados com o equilíbrio). Na cóclea, onde o som é amplificado, encontram-se as terminações do nervo auditivo.

Audição

Classificação dos Receptores Sensoriais

De acordo com a natureza do estímulo que são capazes de captar, os receptores sensoriais podem ser classificados em:

Quimiorreceptores – Detectam substâncias químicas. Exemplo: na língua e no nariz, responsáveis pelos sentidos do paladar e olfato;
Termorreceptores – Capta estímulos de natureza térmica, distribuídos por toda pele e mais concentrado em regiões da face, pés e das mãos;
Mecanorreceptores – Capta estímulos mecânicos. Nos ouvidos, por exemplo, capazes de captar ondas sonoras, e como órgãos de equilíbrio;
Fotorreceptores – Capta estímulos luminosos, como nos olhos.

De acordo com o local onde captam estímulos, os receptores sensoriais podem ser classificados em:

Exterorreceptores – Localizadas na superfície do corpo, especializadas em captar estímulos provenientes do ambiente, como a luz, calor, sons e pressão.

Exemplo: os órgãos de tato, visão, audição, olfato e paladar;

Propriorreceptores – Localizadas nos músculos, tendões, juntas e órgãos internos. Captam estímulos do interior do corpo;

Interorreceptores - Percebem as condições internas do corpo (pH, pressão osmótica, temperatura e composição química do sangue).

Bons Estudos!!!

Questionários

Respostas do questionário 1: Tecidos

1 – Qual a função do organismo?

Função de Nutrição: São funções encarregadas da conservação do indivíduo, também conhecida como funções da vida vegetativa. Nesse grupo estão: Digestão, Respiração, Circulação e Excreção, ou seja, todas as atividades do organismo que são fundamentais para a manutenção da vida

Reprodução: Todo ser vivo, em condições normais, é capaz de reproduzir-se. Essa capacidade de reprodução é o que melhor caracteriza o ser vivo. Na espécie humana, a reprodução se faz através de células especiais (óvulo e espermatozóide).

Relação: São funções que permitem nosso relacionamento com o ambiente. Para tanto, dispomos de um sistema locomotor (ossos e músculos) e de um sistema sensorial (órgão dos sentidos). Com os sentidos, recolhemos os estímulos fornecidos pelo ambiente e o nosso cérebroos transforma em sensações.Para podermos expressar nossas sensações ou impressões e nos comunicar com as pessoas que nos cercam, dispomos ainda de um sistema fonador, formado pela boca, língua e pelas cordas vocais.

2 – Quais os tipos de tecidos?

Tecido Epitelial, Tecido Conjuntivo, Tecido Muscular, Tecido Nervoso

3 – Descreva a função do sistema conjuntivo e suas divisões.

Tecido Cartilaginoso (propriamente dito, ósseo, adiposo e cartilaginoso): Os tecidos conjuntivos são responsáveis pelo estabelecimento e a manutenção da forma do corpo, fazendo a ligação entre as diferentes células e órgãos, mantendo-os unidos e dando suporte mecânico. Em uma analogia simples, em que órgãos e células seriam tijolos de uma parede, o tecido conjuntivo seria o cimento que os une.

4 – Explique como funciona a pele e seus anexos.

O epitélio ou tecido epitelial é um tecido formado por células justapostas, ou seja, intimamente unidas entre si. Sua principal função é revestir a superfície interna e externa do corpo, órgãos e as cavidades internas. As células do tecido epitelial da pele, são muito unidas, sendo este, um epitélio estratificado. Já o tecido epitelial que reveste os órgãos, onde há trocas de substâncias, é simples. Essa diferença acontece, pois a função da pele é evitar que corpos estranhos entrem no nosso organismo, agindo como uma espécie de barreira. Protege também contra atrito, efeitos solares e produtos químicos. Já no revestimento dos órgãos, o tecido não pode ser tão grosso, pois nele há troca de substâncias.

  • Epiderme (Epi = periferia Derme = Pele), camada mais externa da pele, onde se encontram as camadas de células epiteliais.
  • Derme: Parte da pele onde estão instalados a maior parte de suas estruturas: Artéria, Veia, Nervo, Glândula Sebácea, Glândula Sudorípara e Folículo Piloso.
  • Hipoderme ou tecido Subcutâneo: Camada de gordura da pele que se diferencia em determinadas áreas do corpo, podendo ser maior ou menor, depedendo da necessidade do organismo.

Respostas do questionário 2: Sistema Circulatório

1 – Qual a função do sistema circulatório?

Ao desempenhar sua função, o aparelho cardiovascular está organizado morfológica e funcionalmente:

  • Gerar e manter uma diferença de pressão interna ao longo do seu circuito;
  • Conduzir e distribuir continuamente o volume sangüíneo aos tecidos do organismo;
  • Promover a troca de gases (principalmente oxigênio e gás carbônico), nutrientes e substâncias entre o compartimento vascular e as células teciduais;
  • Coletar o volume sangüíneo proveniente dos tecidos e retorná-lo ao coração.

2 – Como é dividido o coração?

O coração é dividido em quatro cavidades: 2 átrios e 2 ventrículos. Átrio direito, Átrio esquerdo, Ventrículo direito e Ventrículo esquerdo. Não há comunicação entre os dois átrios ou entre os dois ventrículos, são separados por septos. O Átrio direito se comunica com  o Ventrículo direito através da Válvula tricúspide. O Átrio esquerdo se comunica com o Ventrículo esquerdo através da Válvula Bicuspide ou Válvula Mitral.

O conjunto dos sistemas vasculares distribuídos em todas as estruturas do organismo é denominado grande circulação, ou circulação sistêmica. A grande circulação conduz sangue arterial oxigenado do lado esquerdo do coração (Ventrículo Esquerdo), para todos os tecidos do organismo e, a partir destes, conduz sangue venoso desoxigenado e rico em gás carbônico para o lado direito do coração (Átrio Direito).

O sistema arterial e venoso do pulmão constitui a pequena circulação, ou circulação pulmonar. A pequena circulação é a que conduz o sangue venoso, pobre em oxigênio e rico em gás carbônico, proveniente de todo o organismo, a partir do lado direito do coração (Ventrículo Direito) até aos pulmões, e destes faz retornar sangue arterial rico em oxigênio para o lado esquerdo do coração (Átrio Esquerdo).

4 – Qual a diferença entre artérias e veias e entre sangue arterial e sangue venoso?

Artéria: Vaso sanguíneo que sai do coração;

Veias: Vaso sanguíneo que chega ao coração;

Sangue Venoso: Sangue rico em Oxigênio e pobre em CO2

Sangue Arterial: Sangue pobre em Oxigênio e pobre em O2.

Respostas do Questionário 3: Sistema Respiratório

1 – Descreva o trajeto do ar no Sistema Respiratório.

Nariz, Fossas Nasais, Faringe, Laringe, Traquéia, Brônquios principais, Bronquíolos e Alvéolos Pulmonares.

2 – Como ocorre a troca gasosa?

O sangue venoso (desoxigenado) vindo através das arteríolas pulmonares está rica em CO2 e pobre em O2, quando passa por um alvéolo pulmonar, cheio de O2, por diferença de pressão, o CO2 passa para os alvéolos e o O2 passa para o capilar por difusão. Deixando, assim, o sangue oxigenado, volta ao coração através das veias pulmonares.

3 – Quais os gases participam das trocas gasosas?

Oxigenio e Gás Carbônico

4 – Qual a interação entre o sistema circulatório e o sistema respiratório?

São sistemas indispensáveis à vida e um não trabalha sem o outro. Não adianta ter oxigênio sem circulação sanguínea, assim como não adianta ter circulação perfeita se não há passagem suficiente de oxigênio aos alvéolos. A circulação sanguínea é responsável por transmitir e transportar o oxigênio absorvido nos pulmões, levando-o para todo o corpo.

A falta de oxigênio pode causar danos irreparáveis.

5 – Como ocorre a inspiração e a expiração.

A Inspiração compreende a penetração do ar atmosférico até os alvéolos pulmonares. A Expiração compreende um aumento da pressão sobre os pulmões, que desta forma, expulsa o ar.

Os músculos respiratórios – Diafragma e Intercostais – têm sua atividade regulada pelo centro respiratório situado no Bulbo – Uma região do sistema nervoso central, abaixo do cérebro.

Sob o comando do bulbo, o diafragma se contrai e desce, determinando um aumento do diâmetro vertical torácico. Ao mesmo tempo, os músculos intercostais também se contraem, “levantando” as costelas e determinando um aumento do diâmetro horizontal torácico.

Mediante as contrações dos músculos respiratórios, o tórax amplia-se, o que reduz a pressão interna. A pressão do ar atmosférico torna-se então relativamente maior que a pressão interna, daí a penetração do ar atmosférico até os alvéolos pulmonares, na inspiração.

Na expiração, o diafragma relaxa e sobe. Os músculos intercostais também relaxam e as costelas “abaixam-se”. O volume do tórax é reduzido acarretando o aumento da pressão interna, sendo maior que a pressão atmosférica, então o ar é expulso do pulmão.

Respostas do Questionário 4: Sistema Digestório

1 – Explique o trajeto do alimento da boca ao ânus.

O Alimento entra pela boca, inicia a digestão mecânica e química na boca, passa para a laringe até chegar ao esôfago, cano muscular longo, onde se inicia os movimentos peristálticos, levando o alimento até o estômago. No estômago, o alimento sofre ação do ácido clorídrico e de algumas enzimas que iniciam a digestão das proteínas, através da pepsina. No intestino delgado o alimento termina de ser digerido e passa a ser absorvido pela parede do intestino. Através dos movimentos peristálticos, o bolo fecal passa por todas as porções do intestino delgado (cerca de 7 metros), passando então para o intestino delgado, no qual sua função é retirar o excesso de água e formar as fezes. No reto, as fezes fazem pressão nas paredes e mandam reflexos ao sistema nervoso central para o ato reflexo de defecação.

2 – Quais enzimas atuam no sistema digestório e quais alimentos eles digerem?

Amilase Salivar: Amido (Saliva)

Pepsina: Proteína (Estômago)

Amilase Pancreática: Amido (Duodeno)

Protease: Proteína (Duodeno)

Lipase: Gorduras (Duodeno)

Bile: Não é enzima, mas emulsifica a gordura para a lípase quebrar as partículas de gordura.

3 – Qual a importância de mastigar bem os alimentos?

A mastigação diminui o tamanho dos alimentos, além de iniciar a digestão do amido através da amilase salivar. A mastigação bem feita diminui a ação e o trabalho do estômago.

4 – Quais os órgãos anexos e suas funções?

Fígado: Entre muitas funções, uma das mais importantes é a de desintoxicação do organismo e produção da bile.

Vesícula Biliar: Armazena e amadurece a bile, controlando sua secreção e sua utilização na digestão.

Pâncreas: Produz o suco pancreático, além de alguns hormônios, como a insulina e o glucagon.

Glândula Salivar: Produtora de saliva: Sublingual, Submandibular e Parótida.

Respostas do Questionário 5: Sistema Linfático

1 – Explique o trajeto da linfa dos tecidos ao coração.

Nos tecidos há acúmulo de líquido, já que o líquido que passa pelos capilares circulatórios, nem todo voltam ao sistema. Acumulado ao lado das células o sistema linfático tem a função de retirar o excesso de líquido e restos que ficaram no tecido. Ao passar para o sistema linfático a linfa passa por filtros, chamados linfonodos. O união de capilares linfáticos formam os ductos linfáticos. Estes, de calibres maiores, desembocam na veia subclávia, que retorna ao coração pela Veia Cava.

2 – Qual a função do Sistema Linfático?

  • Conservação das proteínas plasmáticas e do líquido: A circulação de linfa faz retornar à corrente sanguínea substâncias vitais, na maioria proteínas que escapam dos capilares com o líquido intersticial acumulado.
  • Defesa contra Doenças: O Sistema linfático protege o organismo contra microorganismos patogênicos e outras substâncias invasoras de duas maneiras: A) Por Fagocitose; B) Pela resposta imunológica (produção de anticorpos).
  • Absorção de Lipídios: Os linfáticos intestinais são as vias de absorção dos lipídios digeridos na alimentação.

3 – Explique a interação entre o Sistema Linfático e o Sistema Circulatório.

O sistema linfático tem como função manter o volume sanguíneo constante, além disso, protegem o corpo com a produção de anticorpos.

4 – Quais são os Órgãos Linfóides e suas funções?

Baço

Funções:

  • Destruição do Sangue: Os eritrócitos (glóbulos vermelhos) velhos ao atingirem sua duração normal de aproximadamente 120 dias. As células dentro do Baço também fagocitam bactérias, glóbulos vermelhos e plaquetas danificadas ou envelhecidos.
  • Função Imunológica: O Baço contém Macrófagos e Leucócitos (Linfócitos) produtores de anticorpos.
  • Armazenamento de Sangue: Serve de reservatório para o Sangue (eritrócitos). Enquanto o plasma volta para a circulação, os eritróitos retidos na polpa esplênica. Durante o exercicio muscular ocorre uma acentuada concentração de eritrócito no baço, que então os libera para que ajudem no transporte de oxigênio, que vai ativar os músculos. O Baço sofre variações ritmicas no tamanho em resposta às demandas fisiológicas, tais como exercício e hemorragia, e assim, influencia o volume de sangue circulante. A natureza elástica do Baço permite a ele variar em seu tamanho. O volume de sangue armazenado varia de 50mL à 1 L.

Tonsilas

Tonsilas Palatinas = Amígdalas – Situadas n fundo da boca

Tonsila Feríngea = Adenóide – Aninhada na parede posterior da parte nasal da faringe (osso esfenóide).

As tonsilas estão posicionadas estrategicamente de forma a participarem nas respostas imunológicas contra substâncias estranhas que são ingeridas ou inaladas. Contém LINFÓCITOS.

Timo

É um órgão localizado atrás do esterno e entre os pulmões. Exerce dois papéis:

  • Na imunidade seu papel é de auxiliar e distribuir os linfócitos a outros órgãos linfáticos

Exerce seu papel apenas até a puberdade, depois o órgao atrofia.

Qualquer dúvida, mandem e-mails, bons estudos

Published in: on 24/09/2010 at 18:58  Deixe um comentário  

Sistema Digestório

O sistema digestório é um tubo oco que se estende da cavidade bucal ao ânus, sendo também chamado de canal alimentar ou trato gastrintestinal. As estruturas do sistema digestório incluem: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus.

O comprimento desse sistema, mede, no cadáver, cerca de 9m. Na pessoa viva é menor porque os músculos ao longo das paredes dos órgãos do trato gastrintestinal mantém o tônus.

Os órgãos digestórios acessórios são os dentes, a língua, as glândulas salivares, o fígado, vesícula biliar e o pâncreas. Os dentes auxiliam no rompimento físico do alimento e a língua auxilia na mastigação e na deglutição. Os outros órgãos digestórios acessórios, nunca entram em contato direto com o alimento. Produzem ou armazenam secreções que passam para o trato gastrintestinal e auxiliam na decomposição química do alimento.

FUNÇÕES

1- Destina-se ao aproveitamento pelo organismo, de substâncias estranhas ditas alimentares, que asseguram a manutenção de seus processos vitais.

2- Transformação mecânica e química das macromóléculas alimentares ingeridas (proteínas, carbohidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas adequadas para serem absorvidas pelo intestino.

3- Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para os capilares sangüíneos da mucosa do intestino.

4- Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos juntamente com restos de células descamadas da parte do trato gastro intestinal e substâncias secretadas na luz do intestino.

Mastigação: Desintegração parcial dos alimentos, processo mecânico e químico.

Deglutição: Condução dos alimentos através da faringe para o esôfago.

Ingestão: Introdução do alimento no estômago.

Digestão: Desdobramento do alimento em moléculas mais simples.

Absorção: Processo realizado pelos intestinos.

Defecação: Eliminação de substâncias não digeridas do trato gastro intestinal.

Digest3ab

Boca

A cavidade oral é onde o alimento é ingerido e preparado para a digestão no estômago e intestino delgado. O alimento é mastigado pelos dentes, e a saliva, proveniente das glândulas salivares, facilita a formação de um bolo alimentar controlável. A deglutição é iniciada voluntariamente na cavidade da boca. A fase voluntária do processo empurra o bolo da cavidade da boca para a faringe – a parte expandida do trato digestório – onde ocorra a fase automática da deglutição.

A cavidade bucal também consiste em duas partes: o vestíbulo da boca e a cavidade própria da boca. O vestíbulo da boca é o espaço semelhante a uma fenda entre os dentes e a gengiva e os lábios e as bochechas. A cavidade própria da boca é o espaço entre os arcos dentais superior e inferior. É limitada lateral e anteriormente pelos arcos alveolares maxilares e mandibulares que alojam os dentes. O teto da cavidade da boca é formado pelo palato. Posteriormente, a cavidade da boca se comunica com a parte oral da faringe. Quando a boca está fechada e em repouso, a cavidade da boca é completamente ocupada pela língua.

Faringe

A faringe comunica-se com as vias nasal, respiratória e digestória. O ato da deglutição normalmente direciona o alimento da garganta para o esôfago, um longo tubo que se esvazia no estômago. Durante a deglutição, o alimento normalmente não pode entrar nas vias nasal e respiratória em razão do fechamento temporário das aberturas dessas vias. Assim durante a deglutição, o palato mole move-se em direção a abertura da parte nasal da faringe; a abertura da laringe é fechada quando a traquéia move-se para cima e permite a uma prega de tecido, chamada de epiglote, cubra a entrada da via respiratória.

Esôfago

O esôfago é um tubo fibro-músculo-mucoso que se estende entre a faringe e o estômago. Se localiza posteriomente à traquéia começando na altura da 7ª vértebra cervical. Perfura o diafragma pela abertura chamada hiato esofágico e termina na parte superior do estômago. Mede cerca de 25 centímetros de comprimento.

A presença de alimento no interior do esôfago estimula a atividade peristáltica, e faz com que o alimento mova-se para o estômago.

As contrações são repetidas em ondas que empurram o alimento em direção ao estômago. A passagem do alimento sólido, ou semi-sólido, da boca para o estômago leva 4-8 segundos ; alimentos muito moles e líquidos passam cerca de 1 segundo.

Estômago

O estômago é o segmento mais dilatado do tubo digestório, em virtude dos alimentos permanecerem nele por algum tempo, necessita ser um reservatório entre o esôfago e o intestino delgado.

A forma e posição do estômago são muito variadas de pessoa para pessoa; o diafragma o empurra para baixo, a cada inspiração, e o puxa para cima, a cada expiração e por isso não pode ser descrita como típica.

O estômago é divido em 4 áreas (regiões) principais: cárdia, fundo, corpo e piloro.

Para impedir o refluxo do alimento para o esôfago, existe uma válvula (orifício de entrada do estômago – óstio cárdico ou orifício esofágico inferior), a cárdia, situada logo acima da curvatura menor do estômago. É assim denominada por estar próximo ao coração.

Para impedir que o bolo alimentar passe ao intestino delgado prematuramente, o estômago é dotado de uma poderosa válvula muscular, um esfíncter chamado piloro (orifício de saída do estômago – óstio pilórico).

Funções Digestivas

  • Digestão do alimento
  • Secreção do suco gástrico, que inclui enzimas digestórias e ácido hidroclorídrico como substâncias mais importantes.
  • Secreção de hormônio gástrico e fator intrínseco.
  • Regulação do padrão no qual o alimento é parcialmente digerido e entregue ao intestino delgado.
  • Absorção de pequenas quantidades de água e substâncias dissolvidas.

Intestino Delgado

A principal parte da digestão ocorre no intestino delgado. O intestino delgado é um órgão indispensável. Os principais eventos da digestão e absorção ocorrem no intestino delgado, portanto sua estrutura é especialmente adaptada para essa função. Sua extensão fornece grande área de superfície para a digestão e absorção, sendo ainda muito aumentada pelas pregas circulares, vilosidades e microvilosidades.

O intestino delgado, que consiste em duodeno, jejuno e íleo, estende-se do piloro até a junção ileocecal onde o íleo une-se ao ceco, a primeira parte do intestino grosso.

Duodeno: é a primeira porção do intestino delgado. Recebe este nome por ter seu comprimento aproximedamente igual à largura de doze dedos (25 centímetros). É a única porção do intestino delgado que é fixa.

Jejuno: é a parte do intestino delgado que faz continuação ao duodeno, recebe este nome porque sempre que é aberto se apresenta vazio. É mais largo (aproximadamente 4 centímetros), sua parede é mais espessa, mais vascular e de cor mais forte que o íleo.

Íleo: é o último segmento do intestino delgado que faz continuação ao jejuno. Recebe este nome por relação com osso ilíaco. É mais estreito e suas túnicas são mais finas e menos vascularizadas que o jejuno.Distalmente, o íleo desemboca no intestino grosso num orifício que recebe o nome de óstio ileocecal.

Intestino Grosso:

O intestino grosso pode ser comparado com uma ferradura, aberta para baixo, mede cerca de 6,5 centímetros de diâmetro e 1,5 metros de comprimento.

O intestino grosso absorve a água com tanta rapidez que, em cerca de 14 horas, o material alimentar toma a consistência típica do bolo fecal.

O intestino grosso é dividido em 4 partes principais: ceco (cecum), cólon (ascendente, transverso, descendente e sigmóide), reto e ânus.

A primeira é o ceco, segmento de maior calibre, que se comunica com o íleo. Para impedir o refluxo do material proveniente do intestino delgado, existe uma válvula localizada na junção do íleo com o ceco – válvula ileocecal (iliocólica). No fundo do ceco, encontramos o Apêndice Vermiforme.

A porção seguinte do intestino grosso é o cólon, segmento que se prolonga do ceco até o ânus.

Funções do Intestino Grosso

  • Absorção de água e de certos eletrólitos;
  • Síntese de determinadas vitaminas pelas bactérias intestinais;
  • Armazenagem temporária dos resíduos (fezes);
  • Eliminação de resíduos do corpo (defecação).

Enzimas

As enzimas são substâncias orgânicas, geralmente proteínas, que catalisam (degradam, auxiliam a quebra de partículas maiores) reações biológicas pouco espontâneas e muito lentas.

Assim, na presença de uma enzima catalisadora, a velocidade da reação é mais rápida e a energia utilizada é menor. Por esse motivo as enzimas praticamente regem todo o funcionamento celular interno, favorecendo o metabolismo anabólico (construção) e catabólico (degradação), bem como externo, através de sinalizadores catalíticos estimulantes ou inibitórios atuantes em outras células (hormônios, por exemplo).

Boca:

A presença de alimento na boca, assim como sua visão e cheiro, estimulam as glândulas salivares a secretar saliva, que contém a enzima amilase salivar ou ptialina, além de sais e outras substâncias. A amilase salivar digere o amido e outros polissacarídeos (como o glicogênio), reduzindo-os em moléculas de maltose (dissacarídeo). Três pares de glândulas salivares lançam sua secreção na cavidade bucal: parótida, submandibular e sublingual.

Sistema Respiratório

 

Os objetivos da respiração são prover oxigênio aos tecidos e remover dióxido de carbono.  A fim de alcançar tais objetivos, a respiração pode ser dividida em quatro funções principais:

  1. Ventilaçao Pulmonar: Significa i influxo e o efluxo de ar entre a atmosfera e os alvéolo pulmonares;
  2. Difusão de oxigênio e dióxido de carbono entre os alvéolos e o sangue;
  3. Transporte de oxigênio e dióxido de carbono no sangue e líquidos corporais e suas trocas com as células de todos os tecidos do corpo;
  4. Regulação da ventilação e outros aspectos da respiração.

Na fisiologia a palavra Respiração pode ter duas definições, que podem ser divididas em duas subdivisões separadas relacionadas:

  • Respiração Pulmonar: Ventilação – Troca de gases nos pulmões (O2 e CO2) = processo mecânico
  • Respiração Celular: Refere-se a utilização do O2 e à produção de CO2 pelos tecidos = processo químico.

VENTILAÇÃO = Refere-se ao processo mecânico de mobilização do ar para dentro e para fora dos pulmões – Inspiracão e Expiração.

Anatomia do Sistema Respiratório

O Sistema Respiratório é constituído por: Nariz, Cavidade nasal, Faringe, Laringe, Traquéia, Brônquios, Bronquíolos, Alvéolos, Pulmões.

Falaremos rapidamente de cada uma das estruturas e suas funções.

Nariz: Possui duas aberturas chamadas narinas, que encontram-se separadas pelo septo nasal. Função: Comunicar o meio externo com a cavidade nasal.

Cavidade Nasal: É a câmara de entrada de ar. É toda formada de pêlos que filtram o ar, retirando as particulas de poeira. Têm também muitos vasos sanguíneos, onde o calor do sangue aquece o ar.

Faringe: É uma cavidade que também se comunica com a boca. É por isso que também podemos respirar pela boca quando necessário.

Cavidade Nasal

Laringe: Nesta câmara cartilaginosa estão as cordas vocais. Dependendo dos estímulos enviados pelos centros cerebrais que comandam as cordas vocais, que entram em vibração quando o ar sai, produzindo-se sons. As funções da Laringe são:

  1. Umedecer, aquecer e filtrar o ar, retendo partículas de substâncias estranhas através do muco secretado por sua mucosa;
  2. Impedir a penetração de corpos estranhos, pela ação da epiglote;
  3. Ser responsável pela fonação através da vibração das cordas vocais e da atuação dos músculos da laringe.

Faringe-Laringe

Traquéia: É um tubo reforçado por anéis de cartilagem. Assim, a traquéia se mantém aberta para a passagem do ar. Seu revestimento interno produz um material viscoso que gruda finas partículas de poeira e até mesmo bactérias. Cílios microscópicos aí presente batem de baixo para cima, expulsando tudo o que for indesejável. Irritações na laringe e na traquéia produzem pigarro e tosse. Possui ainda mobilidade elástica, que é um fator importante na eliminação do muco por acesso de tosse. A traquéia permite que o ar chegue até os alvéolos pulmonares uniformemente úmido, aquecido e isento de corpos estranhos.

traqueia

Brônquios e Bronquíolos: A traquéia se divide em dois tubos mais finos, os brônquios. No interior dos pulmões, os brônquios se ramificam em tudos cujo diâmetro vai diminuindo à medida que eles se subdividem, reduzindo-se a finíssimos canais denominados bronquíolos. Estes terminam em pequenas câmaras, os alvéolos pulmonares.

esquema bronquios

Alvéolos: Cada bronquíolo termina em um “saco” pequeníssimo chamado alvéolo. O pulmão tem milhões de alvéolos e cada um fica envolvido numa rede de finos capilares. As paredes dos alvéolos são tão finas que o oxigênio pode passar para o sangue, enquanto o gás carbônico passa do sangue para o interior dos alvéolos.

sistema-respiratorio-22

Pulmões: Têm uma consistencia esponjosa e são formados pela reunião de cerca de 300 milhões de alvéolos. São envolvidos por duas películas chamadas de Pleuras. Entre elas existe um líquido lubrificante, de modo que o pulmão pode dilatar-se e diminuir o volume. O pulmão direito têm três lobos e o esquerdo, dois. Como o pulmão esquerdo é menor, há um espaço no tórax (mediastino), para alojar o coração. No interior dos pulmões, a grande ramificação dos bronquíolos forma a chamada árvore brônquica ou árvore respiratória.

O pulmão é elástico, mas não se move por si só. Os movimentos de expansão e compressão do pulmão para a entrada e saída do arsão devidos aos músculos Intercostais e ao Diafragma.

Pulmao

Inspiração e Expiração

A Inspiração compreende a penetração do ar atmodférico até os alvéolos pulmonares.

A Expiração compreende um aumento da pressão sobre os pulmões, que desta forma, expulsa o ar.

Atividade dos Músculos Respiratórios

Os músculos respiratórios – Diafragma e Intercostais – têm sua atividade regulada pelo centro respiratório situado no Bulbo – Uma região do sistema nervoso central, abaixo do cérebro.

Sob o comando do bulbo, o diafragma se contrai e desce, determinando um aumento do diâmetro vertical torácico. Ao mesmo tempo, os músculos intercostais também se ontraem, “levantando” as costelas e determinando um aumento do diâmetro horizontal torácico.

Mediante as conrações dos músculos respiratórios, o tórax amplia-se, o que reduz a pressão interna. A pressão do ar atmosférico torna-se então relativamente maior que a pressão interna, daí a penetração do ar atmosférico até os alvéolos pulmonares, na inspiração.

Na expiração, o diafragma relaxa e sobe, Os músculos intercostais também relaxam e as costelas “abaixam-se”. O volume do tórax é reduzido acarretando o aumento da pressão intern, sendo maior que a pressão atmosférica, entao o ar é expulso do pulmão.

Transporte de Gases Respiratórios

Em condições de repouso, circulam pelos pulmões, cerca de 5 litros de sangue por minuto. O sangue que chega aos pulmões é rico em gás carbônico, resultante das combustões que ocorrem dentro das células, e tem uma baixa concentração de oxigênio. O sangue que sai dos pulmões, ao contrário, contém uma alta concentração de oxigênio e pouco gás carbônico.

A transformação do sangue, antes rico em gás carbônico e depois rico em oxigênio nos pulmões, constitui um fenômeno químico, chamado HEMATOSE.

Hematose: Processo de oxigenaçao do sangue – o oxigênio atravessa as paredes dos alvéolos e dos capilares e entra nas Hemácias (glóbulos vermelhos) do sangue. Dentro dessas células, combina-se com uma proteína vermelha, chamada Hemoglobina (pigmento vermelho contido no interior das hemácias que dá cor ao sangue). A hemoglobina tem a capacidade de se combinar com os gases respiratórios, oxigênio e gás carbônico e, ligado a ela, é transportado por todo organismo, penetrando assim em todas as células.

Ao chegar a cada célula, o oxigênio separa-se da hemoglobina e é utilizado na respiração celular. O gás carbônico que resulta desse processo passa, então, ao sangue e, ligado à hemoglobina ou dissolvido no plasma, é transportado até os pulmões.

Quando chega aos capilares pulmonares, o gás carbônico deixa o sangue e passa a cavidade alveolar. É o momento em que o sangue dos capilares fica livre para uma nova hematose.

Hemoglobina + Oxigênio —————————->  Oxiemoglobina

Hemoglobina + Dióxido de Carbono ————->  Carboxiemoglobina

Bons Estudos!!!

Beijos

Fernanda dos Santos

Sistema Cardiovascular

Sistema Cardiovascular

O sistema cardiovascular ou aparelho cardiovascular ou aparelho circulatório funciona para fornecer e manter suficiente, contínuo e variável o fluxo sangüíneo aos diversos tecidos do organismo, segundo suas necessidades metabólicas, para desempenho das funções que devem cumprir, em face das diversas exigências funcionais a que o organismo está sujeito.

Ao desempenhar sua função, o aparelho cardiovascular está organizado morfológica e funcionalmente:

- para gerar e manter uma diferença de pressão interna ao longo do seu circuito;

- para conduzir e distribuir continuamente o volume sangüíneo aos tecidos do organismo;

- para promover a troca de gases (principalmente oxigênio e gás carbônico), nutrientes e substâncias entre o compartimento vascular e as células teciduais;

- para coletar o volume sangüíneo proveniente dos tecidos e retorná-lo ao coração.

Assim, o sistema cardiovascular compõe-se das seguintes estruturas:

a) coração;

b) vasos arteriais (sistema vascular arterial);

c) sistema tubular trocador (microcirculação);

d) vasos venosos (sistema vascular venoso);

e) vasos linfáticos (sistema vascular linfático).

O conjunto dos sistemas vasculares distribuídos em todas as estruturas do organismo é denominado grande circulação, ou circulação sistêmica. A grande circulação conduz sangue arterial oxigenado do lado esquerdo do coração (Ventríulo Esquerdo), para todos os tecidos do organismo e, a partir destes, conduz sangue venoso desoxigenado e rico em gás carbônico para o lado direito do coração (Átrio Direito).

Os sistemas arterial e venoso do pulmão constituem a pequena circulação, ou circulação pulmonar. A pequena circulação é a que conduz o sangue venoso, pobre em oxigênio e rico em gás carbônico, proveniente de todo o organismo, a partir do lado direito do coração (Ventrículo Direito) até aos pulmões, e destes faz retornar sangue arterial rico em oxigênio para o lado esquerdo do coração (Átrio Esquerdo).

Sistema Cardiovascular

A) O Coração

O desempenho de sua função depende de algumas propriedades:

Propriedades eletrofisiológicas: são especialmente próprias do tecido excitocondutor do coração e incluem o automatismo, a condutibilidade e a excitabilidade.

O automatismo é a capacidade que tem o coração de gerar seu próprio estímulo elétrico, que promove a contração das células miocárdicas contráteis, o grau do automatismo que determina o ritmo cardíaco, ou a freqüência dos batimentos do coração, a qual varia normalmente de 60 a 100 vezes por minuto.

A condutibilidade diz respeito à capacidade de condução do estímulo elétrico, gerado em um determinado local, ao longo de todo o órgão, para cada uma das suas células.

A excitabilidade refere-se à capacidade que cada célula do coração tem de se excitar em resposta a um estímulo elétrico, mecânico ou químico, gerando um impulso elétrico que pode se conduzir, no caso do tecido excitocondutor, ou gerando uma resposta contrátil, no caso do miocárdio.

Propriedades mecânicas: são a contratilidade e o relaxamento.

A contratilidade é a capacidade de contração do coração, que leva a ejeção de um determinado volume sangüíneo para os tecidos e provoca o esvaziamento do órgão.

O relaxamento é a capacidade de desativação da contração, que resulta em retorno de um volume de sangue e no enchimento do coração.

B) Sistema Vascular Arterial

Tem basicamente a propriedade de conduzir e distribuir o volume sangüíneo aos tecidos, para a manutenção da pressão intravascular e da oferta de fluxo adequada.

arteriasC) Microcirculação

Tem a propriedade de permitir a troca de substâncias sólidas, líquidas e gasosas entre o compartimento intravascular e as células teciduais.

capilares

D) Sistema Vascular Venoso

Tem a propriedade de variação da sua complacência, para permitir o retorno de um volume sangüíneo variável ao coração e manter a reserva desse volume.

veias

Estrutura e Fisiologia Geral do Coração

O coração é um órgão oco, aproximadamente esférico, constituído de paredes musculares que delimitam quatro cavidades – os átrios direito e esquerdo e os ventrículos direito e esquerdo. O átrio direito e o ventrículo direito constituem o coração direito, ou lado direito do órgão, e o átrio esquerdo e ventrículo esquerdo integram o coração esquerdo, ou lado esquerdo do órgão.

O coração tem o tamanho da mão fechada e pesa cerca de 300 g.

Os átrios estão separados entre si pelo septo interatrial, e os ventrículos, pelo septo interventricular. Entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo, separando as duas cavidades, encontra-se a valva mitral; entre o átrio direito e o ventrículo direito está a valva tricúspide. No átrio esquerdo desembocam diretamente quatro veias pulmonares, que conduzem o sangue proveniente dos pulmões. Para o átrio direito drenam diretamente as veias cavas superior e inferior, que são os condutores terminais do sangue proveniente de todas as partes do organismo. Do ventrículo esquerdo sai a grande artéria aorta, que distribui sangue para todo o organismo, por meio das suas ramificações arteriais; na saída do ventrículo esquerdo situa-se a valva aórtica, que separa esta cavidade ventricular da aorta. Do ventrículo direito emerge a artéria pulmonar, que é a condutora do sangue em direção aos pulmões; entre a saída da cavidade ventricular direita e o início da artéria pulmonar encontra-se a valva pulmonar.

Assim, o coração é composto de uma estrutura muscular espessa, de cerca de 1 – 2 cm, denominada miocárdio, que integra as paredes das cavidades atriais e ventriculares. O miocárdio está envolto externamente por uma estrutura membranosa, o pericárdio, cuja função é proteger o miocárdio e permitir o suave deslizamento das paredes do órgão durante o seu funcionamento mecânico, pois contém líquido lubrificante em seu interior.

Internamente, o miocárdio é recoberto pelo endocárdio, a membrana de proteção interna que fica em contato direto com o sangue, separando a musculatura, do interior das cavidades do órgão. O coração tem também um conjunto de valvas intracavitárias, cuja função é direcionar o fluxo de sangue em um único sentido no interior do coração.

CoraçãoCoração 2

O tecido excitocondutor compreende um conjunto de quatro estruturas interligadas morfofuncionalmente: o nodo sinusal, que é um aglomerado de células excitáveis especializadas, situado no extremo da região ântero-superior direita do coração, próximo à junção da veia cava superior com o átrio direito; o nodo atrioventricular, que também se constitui num aglomerado celular excitável especializado, situado na junção entre os átrios e os ventrículos, na porção basal do septo intraventricular, na região mediana do coração; o feixe de Hiss e seus ramos principais direito e esquerdo com suas subdivisões, que se localizam na intimidade da estrutura muscular miocárdica, partindo da base do septo intraventricular e dirigindo-se aos ventrículos direito e esquerdo, respectivamente; o sistema de fibras de Purkinje, que representa uma rede terminal de condução do impulso elétrico a cada célula miocárdica contrátil.

O coração é fartamente irrigado com sangue arterial por meio de uma riquíssima rede de circulação própria – a circulação arterial coronariana - e tem o sangue venoso drenado pela circulação venosa coronariana de retorno; o miocárdio adjacente à cavidade ventricular esquerda é também irrigado pelo sistema de vasos de Thebésius, que transporta sangue arterial desta cavidade diretamente para as células musculares.

coronarias

Controle

Para controle do seu funcionamento, de modo a atender as necessidades variáveis de fluxo sangüíneo dos tecidos do organismo, o coração está sob a influência reguladora de uma rica rede de nervos oriundos de diversas estruturas do sistema nervoso central, os quais modificam o estado funcional e as propriedades dos diferentes componentes do órgão, por meio da liberação, em seus terminais, de substâncias químicas neurotransmissoras estimuladoras (noradrenalina e outras) ou inibidoras (acetilcolina e outras). Esses nervos fazem parte do sistema nervoso autônomo (ou involuntário, ou neurovegetativo) e pertencem às duas divisões deste: o sistema nervoso simpático (nervos simpáticos), que tem função estimuladora sobre as propriedades funcionais, e o sistema nervoso parassimpático (nervo vago), que tem efeito funcional inibidor.

Funcionamento Mecânico do Coração:

Contração e Relaxamento e Ciclo Cardíaco

Quando o estímulo elétrico gerado no nodo sinusal atinge as células miocárdicas comuns, estas são eletricamente excitadas e suas membranas se despolarizam, o que provoca a liberação intracelular de íons cálcio, que se acoplam às proteínas contráteis desencadeando o processo de contração das células. Esse processo funcional, que compreende a estimulação e a subseqüente contração das células miocárdicas, denomina-se acoplamento excitação-contração.

Por meio da contração (ou encurtamento circular) e do relaxamento (ou distensão) dos ventrículos, o coração ejeta um determinado volume de sangue para as circulações arteriais – sistêmica e pulmonar – e promove o retorno para si do mesmo volume sangüíneo que circula pelas circulações venosas – sistêmica e pulmonar. Por seu turno, a contração do miocárdio dos átrios complementa o enchimento dos respectivos ventrículos, e o relaxamento dos átrios facilita o retorno de sangue das circulações venosas, sistêmica e pulmonar. Os átrios e os ventrículos não se contraem e relaxam simultaneamente, mas o fazem em momentos diferentes, ou seja, enquanto os átrios estão se contraindo, os ventrículos se encontram relaxados para a recepção do sangue, e vice-versa.

A contração do coração, tendo-se como referência os ventrículos, chama-se sístole cardíaca ou batimento cardíaco, e o relaxamento denomina-se diástole cardíaca.

O conjunto dos fenômenos mecânicos que ocorrem nas fases da contração sistólica e do relaxamento diastólico do coração constitui o ciclo cardíaco, que inclui:

- alterações das dimensões e dos volumes atriais e ventriculares;

- modificações das pressões no interior dos átrios e dos ventrículos;

- modificações da pressão arterial sistêmica e pulmonar;

- modificações da pressão venosa sistêmica e pulmonar; e

- movimentos de fechamento e abertura das valvas intracardíacas.

A oferta e a manutenção do fluxo sangüíneo aos tecidos do organismo, que se constituem nos objetivos funcionais fundamentais do aparelho cardiovascular, estão na dependência básica de um determinado volume de sangue e de um certo gradiente de pressão existentes no interior do órgão.

O valor normal máximo da pressão arterial sistólica é 140 mmHg; o da pressão arterial diastólica é 90 mmHg. Em média, os valores normais da pressão arterial situam-se em torno de 120 x 80 mmHg.

As estreitas relações entre as variáveis cardiovasculares ou hemodinâmicas fundamentais são representadas pelas seguintes funções matemáticas:

Débito Cardíaco = Freqüência Cardíaca x Volume Sistólico

Pressão Arterial = Débito Cardíaco x Resistência Periférica

O adequado nível da pressão arterial sistólica e diastólica é de grande importância para a integridade morfológica e para o perfeito funcionamento de todo o aparelho cardiovascular e, em conseqüência, para a manutenção das funções de todos os órgãos e do estado de saúde do indivíduo ao longo do tempo.

A elevação da pressão arterial acima dos valores normais, provocada por fatores diversos que terminam por elevar a resistência vascular periférica ou o volume sangüíneo, representa um distúrbio comumente encontrado: a hipertensão arterial.

Bons Estudos!!

Fernanda dos Santos

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