Sistema Linfático

 

A manutenção de um volume relativamente constante dos líquidos corporais é extraordinária, pois existe uma constante troca de líquidos e solutos com o meio externo, assim como entre diferentes compartimentos do corpo. Por exemplo, a entrada de líquido no corpo é muito variável e deve ser cuidadosamente combinada com a saída de líquidos para evitar que o volume de líquido do corpo aumente ou diminua.

Ganho Diário de Água

A água é adicionada ao corpo por duas fontes principais:

  1. Ingerida na forma de líquidos ou pela água de alimentos, o que ao todo soma um total de 2.100ml/dia de água adicionada aos líquidos corporais;
  2. Sintetizada pelo corpo como um resultado da oxidação de carboidratos, adicionando em torno de 200ml/dia.

Isto proporciona uma entrada total de água em torno de 2.300ml/dia. A entrada de água, entretanto, é altamente variável entre as diferentes pessoas e em uma mesma pessoa em diferentes ocasiões, dependendo do clima, hábito e nível de atividade física.

Perda Diária de Água do Corpo

Perda de Água não Percebido: Existe uma perda de água constante por evaporação no trato respiratório e difusao através da pele, o que ao todo, corresponde a aproximadamente 700ml/dia de perda de água sob condições normais. Essa perda acontece independente da sudorese e est’a presente mesmo em pessoas que nascem sem as glândulas sudoríparas.

Perda de Líquido no Suor: A quantidade de água perdida através do suor é altamente variável, depende da atividade física e da temperatura ambiente. A quantidade de suor normalmente é de 100ml/dia, mas em climas muito quentes ou durante exercícios físicos pesados, a perda de água pode chegar a1 a 2L/hora. Isso pode rapidamente depletar os líquidos corporais caso o ganho de líquido também não seja aumentado através da ativação do mecanismo da sede.

Perda de Água nas Fezes: Normalmente, apenas uma pequena quantidade de água (100ml/dia) é perdida através das fezes. Isto pode aumentar para vários litros por dia em pessoas com diarréia. Por essa razão, a diarréia grave pode ameaçar a vida caso não seja tratada em poucos dias.

Perda de Água Através dos Rins: Outra via pela qual o corpo perde água é através da urina excretada pelos rins. Existem múltiplos mecanismos que controlam a taxa de excreção urinária. De fato, o meio mais importante pelo qual o corpo mantém o equilíbrio entre o ganho e a perda de água, bem como o equilíbrio entre o ganho e a perda de eletrólitos, é aravés do controle da taxa em que os rins excretam estas substâncias. Por exemplo, o volume de urina pode ser tão baixo quanto 0,5L/dia em uma pessoa desidratada como tão alto quanto 20L/dia em uma pessoa que vem tomando uma grande quantidade de líquido.

Sistema Linfático

O Sistema Linfático representa uma via acessória por meio do qual o líquido pode fluir dos espaços intersticiais para o sangue. É importante notar que os vasos linfáticos transportam, para fora dos espaços teciduais, proteínas e grandes partículas que não podem ser removidas por absorção direta pelos capilares sanguíneos.

Os vasos linfáticos estão localizados no interstício, formando fundos de Saco Linfáticos. São chamados assim, pois não possuem um ciucuito fechado. Iniciam no meio do interstício.

capilar linfático

Funções

  1. Conservação das proteínas plasmáticas e do líquido: A circulação de linfa faz retornar à corrente sanguínea substâncias vitais, na maioria proteínas que escapam dos capilares com o líquido intersticial acumulado.
  2. Defesa contra Doenças: O Sistema linfático protege o organismo contra microorganismos patogênicos e outras substâncias invasoras de duas maneiras: A) Por Fagocitose; B) Pela resposta imunológica (produção de anticorpos).
  3. Absorção de Lipídios: Os linfáticos intestinais são as vias de absorção dos lipídios digeridos na alimentação.

Canais Linfáticos do Corpo

Quase todos os tecidos corporais têm canais linfáticos especiais que drenam o excesso de líquido diretamente dos espaços intersticiais. As exceções incluem as porções superficiais da pele, o sistema nervoso central, o endomísio dos músculos e os ossos. Entretanto, mesmo esses tecidos têm minúsculos canais, pelos quais o líquido intersticial pode fluir.

Em essência, todos os vasos linfáticos da parte inferior do corpo escoam-se, por fim, para o Ducto Torácico, que, por sua vez, se escoa para o sistema venoso de sangue, na junção da veia Jugular interna ESQUERDA, com a veia Subclávia ESQUERDA.

A linfa do lado esquerdo da cabeça, do braço esquerdo e das partes da regiao torácica também penetram no ducto Torácico antes de se escoar nas veias.

A linfa do lado direito da cabeça e do pescoço, braço direito e partes do hemitórax direito segue pelo Ducto Linfático Direito (Muito menor que o Ducto Torácico), que se escoa no sistema venoso de sangue, na junção da veia Subclávia com a veia Jugular interna DIREITA.

linfatico 2

Capilares Linfáticos Terminais e sua Permeabilidade

A maior parte do líquido filtrado nas extremidades arteriais dos capilares sanguíneos, flui entre as células e é, finalmente, reabsorvido de volta pelas extremidades venosas dos capilares sanguíneos; entretanto, em média, cerda de 1/10 do líquido segue para os Capilares Linfáticos e retorna ao sangue pelo Sistema Linfático. O volume total dessa linfa é, normalmente, de 2 a 3 litros por dia.

O líquido que retorna a circulação pelos vasos linfáticos é extremamente importante, por conter substâncias de alto peso molecular, tais coo proteínas que não podem ser absorvidas dos tecidos por qualquer outra via, embora possam entrar nos capilares linfáticos quase sem impedimentos. Isso ocorre por causa da estrutura especial dos capilares linfáticos.

Linfático

A Linfa

A linfa é derivada do líquido intersticial que flui para os vasos linfáticos. Por isso, logo após enrar nos vasos linfáticos terminais, ela apresenta, praticamente, a mesma composição que o líquido intersticial.

A concentração de proteínas no líquido intersticial da maioria dos tecidos é de, em média, cerca de 2g/dL, e a da linfa que flui desses tecidos é próxima a esse valor. A concentração de proteínas no Ducto Torácico é cerca de 3 a 5 g/dL, pois a maioria das proteínas e da quantidade de linfa vem do fígado e dos intestinos.

O Sistema Linfático é, também, uma das principais vias de absorção de nutrinentes vindos do trato gastrintestinal, em especial para absorçao de praticamente todos os lipídios dos alimentos.

Por fim, mesmo grandes partículas, como bactérias, podem passar através das células endoteliais e entrar nos capilares linfáticos e, desse modo, chegar à linfa. À medida que a linfa pasa pelos linfonodos, essas pertículas são quase inteiramente removidas e destruídas.

Linfonodos

Os linfonodos ou gânglios linfáticos são pequenos órgãos perfurados por canais que existem em diversos pontos da rede linfática, uma rede de ductos que faz parte do sistema linfático. Atuam na defesa do organismo humano e produzem anticorpos.

A linfa, em seu caminho para o coração, circula pelo interior desses gânglios, onde é filtrada. Partículas como vírus, bactérias e resíduos celulares são fagocitadas pelos linfócitos e macrófagos existentes nos linfonodos.

Quando o corpo é invadido por microorganismos, os linfócitos dos linfonodos, próximos ao local da invasão, começam a se multiplicar ativamente para dar combate aos invasores. Com isso, os linfonodos incham, formando as ínguas. É possível, muitas vezes, detectar um processo infeccioso pela existência de linfonodos inchados.

O linfonodo é um órgão responsável pela barreira entre as virus e células neoplásicas que venham dos ductos linfáticos.

Linfonodo

Movimentação da Linfa

A linfa percorre o sistema linfático graças a débeis contrações dos músculos, da pulsação das artérias próximas e do movimento das extremidades. Se um vaso sofre uma obstrução, o líquido se acumula na zona afetada, produzindo-se um inchaço denominado edema.

Ao contrário do sangue, que é impulsionado através dos vasos através da força do coração, o sistema linfático não é um sistema fechado e não tem uma bomba central. A linfa depende exclusivamente da ação de agentes externos para poder circular. A linfa move-se lentamente e sob baixa pressão devido principalmente à compressão provocada pelos movimentos dos músculos esqueléticos que pressiona o fluido através dele. A contração rítmica das paredes dos vasos também ajuda o fluido através dos capilares linfático. Este fluido é então transportado progressivamente para vasos linfáticos maiores acumulando-se no ducto linfático direito (para a linfa da parte direita superior do corpo) e no duto torácico (para o resto do corpo); estes dutos desembocam no sistema circulatório na veia subclaviana esquerda e a direita. A linfa segue desta forma em direção ao abdome, onde será filtrada e eliminará as toxinas com a urina e fezes.

Ao caminharmos, os músculos da perna comprimem os vasos linfáticos, deslocando a linfa em seu interior. Outros movimentos corporais também deslocam a linfa, tais como a respiração, atividade intestinal e compressões externas, como a massagem. Permanecer por longos tempos parado em uma só posição faz com que a linfa tenha a tendência a se acumular nos pés, por influência da gravidade, causando inchaço.

Órgãos ou Tecidos Linfóides

Baço

Funções:

  1. Destruição do Sangue: Os eritrócitos (glóbulos vermelhos) velhos ao atingirem sua duração normal de aproximadamente 120 dias. As células dentro do Baço também fagocitam bactérias, glóbulos vermelhos e plaquetas danificadas ou envelhecidos.
  2. Função Imunológica: O Baço contém Macrófagos e Leucócitos (Linfócitos) produtores de anticorpos.
  3. Armazenamento de Sangue: Serve de reservatório para o Sangue (eritrócitos). Enquanto o plasma volta para a circulação, os eritróitos retidos na polpa esplênica. Durante o exercicio muscular ocorre uma acentuada concentração de eritrócito no baço, que então os libera para que ajudem no transporte de oxigênio, que vai ativar os músculos. O Baço sofre variações ritmicas no tamanho em resposta às demandas fisiológicas, tais como exercício e hemorragia, e assim, influencia o volume de sangue circulante. A natureza elástica do Baço permite a ele variar em seu tamanho. O volume de sangue armazenado varia de 50mL à 1 L.

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Tonsilas

Tonsilas Palatinas = Amígdalas – Situadas n fundo da boca

Tonsila Feríngea = Adenóide – Aninhada na parede posterior da parte nasal da faringe (osso esfenóide).

Tonsila Lingual = Localizada na base da língua.

As tonsilas estão posicionadas estrategicamente de forma a participarem nas respostas imunológicas contra substâncias estranhas que são ingeridas ou inaladas. Contém LINFÓCITOS.

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Timo

É um órgão localizado atrás do esterno e entre os pulmões. Exerce dois papéis:

  1. Na imunidade seu papel é de auxiliar e distribuir os linfócitos a outros órgãos linfáticos
  2. Produz os hormônios Timosina e Timopoietina que promovem a proliferação e a maturação dos linfócitos.

Exerce seu papel apenas até a puberdade, depois o órgao atrofia.

timo

 


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Sistema Cardiovascular

Sistema Cardiovascular

O sistema cardiovascular ou aparelho cardiovascular ou aparelho circulatório funciona para fornecer e manter suficiente, contínuo e variável o fluxo sangüíneo aos diversos tecidos do organismo, segundo suas necessidades metabólicas, para desempenho das funções que devem cumprir, em face das diversas exigências funcionais a que o organismo está sujeito.

Ao desempenhar sua função, o aparelho cardiovascular está organizado morfológica e funcionalmente:

– para gerar e manter uma diferença de pressão interna ao longo do seu circuito;

– para conduzir e distribuir continuamente o volume sangüíneo aos tecidos do organismo;

– para promover a troca de gases (principalmente oxigênio e gás carbônico), nutrientes e substâncias entre o compartimento vascular e as células teciduais;

– para coletar o volume sangüíneo proveniente dos tecidos e retorná-lo ao coração.

Assim, o sistema cardiovascular compõe-se das seguintes estruturas:

a) coração;

b) vasos arteriais (sistema vascular arterial);

c) sistema tubular trocador (microcirculação);

d) vasos venosos (sistema vascular venoso);

e) vasos linfáticos (sistema vascular linfático).

O conjunto dos sistemas vasculares distribuídos em todas as estruturas do organismo é denominado grande circulação, ou circulação sistêmica. A grande circulação conduz sangue arterial oxigenado do lado esquerdo do coração (Ventríulo Esquerdo), para todos os tecidos do organismo e, a partir destes, conduz sangue venoso desoxigenado e rico em gás carbônico para o lado direito do coração (Átrio Direito).

Os sistemas arterial e venoso do pulmão constituem a pequena circulação, ou circulação pulmonar. A pequena circulação é a que conduz o sangue venoso, pobre em oxigênio e rico em gás carbônico, proveniente de todo o organismo, a partir do lado direito do coração (Ventrículo Direito) até aos pulmões, e destes faz retornar sangue arterial rico em oxigênio para o lado esquerdo do coração (Átrio Esquerdo).

Sistema Cardiovascular

A) O Coração

O desempenho de sua função depende de algumas propriedades:

Propriedades eletrofisiológicas: são especialmente próprias do tecido excitocondutor do coração e incluem o automatismo, a condutibilidade e a excitabilidade.

O automatismo é a capacidade que tem o coração de gerar seu próprio estímulo elétrico, que promove a contração das células miocárdicas contráteis, o grau do automatismo que determina o ritmo cardíaco, ou a freqüência dos batimentos do coração, a qual varia normalmente de 60 a 100 vezes por minuto.

A condutibilidade diz respeito à capacidade de condução do estímulo elétrico, gerado em um determinado local, ao longo de todo o órgão, para cada uma das suas células.

A excitabilidade refere-se à capacidade que cada célula do coração tem de se excitar em resposta a um estímulo elétrico, mecânico ou químico, gerando um impulso elétrico que pode se conduzir, no caso do tecido excitocondutor, ou gerando uma resposta contrátil, no caso do miocárdio.

Propriedades mecânicas: são a contratilidade e o relaxamento.

A contratilidade é a capacidade de contração do coração, que leva a ejeção de um determinado volume sangüíneo para os tecidos e provoca o esvaziamento do órgão.

O relaxamento é a capacidade de desativação da contração, que resulta em retorno de um volume de sangue e no enchimento do coração.

B) Sistema Vascular Arterial

Tem basicamente a propriedade de conduzir e distribuir o volume sangüíneo aos tecidos, para a manutenção da pressão intravascular e da oferta de fluxo adequada.

arteriasC) Microcirculação

Tem a propriedade de permitir a troca de substâncias sólidas, líquidas e gasosas entre o compartimento intravascular e as células teciduais.

capilares

D) Sistema Vascular Venoso

Tem a propriedade de variação da sua complacência, para permitir o retorno de um volume sangüíneo variável ao coração e manter a reserva desse volume.

veias

Estrutura e Fisiologia Geral do Coração

O coração é um órgão oco, aproximadamente esférico, constituído de paredes musculares que delimitam quatro cavidades – os átrios direito e esquerdo e os ventrículos direito e esquerdo. O átrio direito e o ventrículo direito constituem o coração direito, ou lado direito do órgão, e o átrio esquerdo e ventrículo esquerdo integram o coração esquerdo, ou lado esquerdo do órgão.

O coração tem o tamanho da mão fechada e pesa cerca de 300 g.

Os átrios estão separados entre si pelo septo interatrial, e os ventrículos, pelo septo interventricular. Entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo, separando as duas cavidades, encontra-se a valva mitral; entre o átrio direito e o ventrículo direito está a valva tricúspide. No átrio esquerdo desembocam diretamente quatro veias pulmonares, que conduzem o sangue proveniente dos pulmões. Para o átrio direito drenam diretamente as veias cavas superior e inferior, que são os condutores terminais do sangue proveniente de todas as partes do organismo. Do ventrículo esquerdo sai a grande artéria aorta, que distribui sangue para todo o organismo, por meio das suas ramificações arteriais; na saída do ventrículo esquerdo situa-se a valva aórtica, que separa esta cavidade ventricular da aorta. Do ventrículo direito emerge a artéria pulmonar, que é a condutora do sangue em direção aos pulmões; entre a saída da cavidade ventricular direita e o início da artéria pulmonar encontra-se a valva pulmonar.

Assim, o coração é composto de uma estrutura muscular espessa, de cerca de 1 – 2 cm, denominada miocárdio, que integra as paredes das cavidades atriais e ventriculares. O miocárdio está envolto externamente por uma estrutura membranosa, o pericárdio, cuja função é proteger o miocárdio e permitir o suave deslizamento das paredes do órgão durante o seu funcionamento mecânico, pois contém líquido lubrificante em seu interior.

Internamente, o miocárdio é recoberto pelo endocárdio, a membrana de proteção interna que fica em contato direto com o sangue, separando a musculatura, do interior das cavidades do órgão. O coração tem também um conjunto de valvas intracavitárias, cuja função é direcionar o fluxo de sangue em um único sentido no interior do coração.

CoraçãoCoração 2

O tecido excitocondutor compreende um conjunto de quatro estruturas interligadas morfofuncionalmente: o nodo sinusal, que é um aglomerado de células excitáveis especializadas, situado no extremo da região ântero-superior direita do coração, próximo à junção da veia cava superior com o átrio direito; o nodo atrioventricular, que também se constitui num aglomerado celular excitável especializado, situado na junção entre os átrios e os ventrículos, na porção basal do septo intraventricular, na região mediana do coração; o feixe de Hiss e seus ramos principais direito e esquerdo com suas subdivisões, que se localizam na intimidade da estrutura muscular miocárdica, partindo da base do septo intraventricular e dirigindo-se aos ventrículos direito e esquerdo, respectivamente; o sistema de fibras de Purkinje, que representa uma rede terminal de condução do impulso elétrico a cada célula miocárdica contrátil.

O coração é fartamente irrigado com sangue arterial por meio de uma riquíssima rede de circulação própria – a circulação arterial coronariana – e tem o sangue venoso drenado pela circulação venosa coronariana de retorno; o miocárdio adjacente à cavidade ventricular esquerda é também irrigado pelo sistema de vasos de Thebésius, que transporta sangue arterial desta cavidade diretamente para as células musculares.

coronarias

Controle

Para controle do seu funcionamento, de modo a atender as necessidades variáveis de fluxo sangüíneo dos tecidos do organismo, o coração está sob a influência reguladora de uma rica rede de nervos oriundos de diversas estruturas do sistema nervoso central, os quais modificam o estado funcional e as propriedades dos diferentes componentes do órgão, por meio da liberação, em seus terminais, de substâncias químicas neurotransmissoras estimuladoras (noradrenalina e outras) ou inibidoras (acetilcolina e outras). Esses nervos fazem parte do sistema nervoso autônomo (ou involuntário, ou neurovegetativo) e pertencem às duas divisões deste: o sistema nervoso simpático (nervos simpáticos), que tem função estimuladora sobre as propriedades funcionais, e o sistema nervoso parassimpático (nervo vago), que tem efeito funcional inibidor.

Funcionamento Mecânico do Coração:

Contração e Relaxamento e Ciclo Cardíaco

Quando o estímulo elétrico gerado no nodo sinusal atinge as células miocárdicas comuns, estas são eletricamente excitadas e suas membranas se despolarizam, o que provoca a liberação intracelular de íons cálcio, que se acoplam às proteínas contráteis desencadeando o processo de contração das células. Esse processo funcional, que compreende a estimulação e a subseqüente contração das células miocárdicas, denomina-se acoplamento excitação-contração.

Por meio da contração (ou encurtamento circular) e do relaxamento (ou distensão) dos ventrículos, o coração ejeta um determinado volume de sangue para as circulações arteriais – sistêmica e pulmonar – e promove o retorno para si do mesmo volume sangüíneo que circula pelas circulações venosas – sistêmica e pulmonar. Por seu turno, a contração do miocárdio dos átrios complementa o enchimento dos respectivos ventrículos, e o relaxamento dos átrios facilita o retorno de sangue das circulações venosas, sistêmica e pulmonar. Os átrios e os ventrículos não se contraem e relaxam simultaneamente, mas o fazem em momentos diferentes, ou seja, enquanto os átrios estão se contraindo, os ventrículos se encontram relaxados para a recepção do sangue, e vice-versa.

A contração do coração, tendo-se como referência os ventrículos, chama-se sístole cardíaca ou batimento cardíaco, e o relaxamento denomina-se diástole cardíaca.

O conjunto dos fenômenos mecânicos que ocorrem nas fases da contração sistólica e do relaxamento diastólico do coração constitui o ciclo cardíaco, que inclui:

– alterações das dimensões e dos volumes atriais e ventriculares;

– modificações das pressões no interior dos átrios e dos ventrículos;

– modificações da pressão arterial sistêmica e pulmonar;

– modificações da pressão venosa sistêmica e pulmonar; e

– movimentos de fechamento e abertura das valvas intracardíacas.

A oferta e a manutenção do fluxo sangüíneo aos tecidos do organismo, que se constituem nos objetivos funcionais fundamentais do aparelho cardiovascular, estão na dependência básica de um determinado volume de sangue e de um certo gradiente de pressão existentes no interior do órgão.

O valor normal máximo da pressão arterial sistólica é 140 mmHg; o da pressão arterial diastólica é 90 mmHg. Em média, os valores normais da pressão arterial situam-se em torno de 120 x 80 mmHg.

As estreitas relações entre as variáveis cardiovasculares ou hemodinâmicas fundamentais são representadas pelas seguintes funções matemáticas:

Débito Cardíaco = Freqüência Cardíaca x Volume Sistólico

Pressão Arterial = Débito Cardíaco x Resistência Periférica

O adequado nível da pressão arterial sistólica e diastólica é de grande importância para a integridade morfológica e para o perfeito funcionamento de todo o aparelho cardiovascular e, em conseqüência, para a manutenção das funções de todos os órgãos e do estado de saúde do indivíduo ao longo do tempo.

A elevação da pressão arterial acima dos valores normais, provocada por fatores diversos que terminam por elevar a resistência vascular periférica ou o volume sangüíneo, representa um distúrbio comumente encontrado: a hipertensão arterial.

Bons Estudos!!

Fernanda dos Santos